O sucesso em Melbourne catapultou-o para uma nova dimensão, mas Jaime Faria já guardou numa gaveta as memórias do brilharete feito no Australian Open de 2025 e, uma vez repetida a campanha vitoriosa no qualifying, tem os olhos postos no regresso às vitórias em quadros principais de torneios do Grand Slam — que não acontece precisamente há um ano.
“Não estou no circuito há muito tempo, mas voltar a um sítio onde já consegui jogar bem ajuda nalgumas coisas, como as rotinas do dia a dia e a confiança para os encontros. Isso ajudou-me, sem dúvida, e sinto-me novamente a jogar bem aqui”, contou ao Raquetc. “Acho que estas condições se adequam ao meu ténis, é um rápido que não é muito rápido e esta bola reage bem. Estou a sentir-me bem e sem dúvida que tenho boas memórias do ano passado, mas já lá vão. Agora quero trabalhar para fazer mais um bom ano, já passei o qualifying, mas a verdade é que vou em quatro derrotas seguidas em [quadros principais de] torneios do Grand Slam e quero mudar isso para arrancar a ganhar no domingo.”
Sobre as três vitórias já somadas, o número dois nacional considerou ter vivido uma “semana boa” em Melbourne: “Tive uma primeira ronda difícil, frente a um adversário que conheço bem desde os tempos de júnior, mas o segundo encontro já foi mais controlado, não fui quebrado e isso foi muito positivo. No terceiro estive mais nervoso porque era a ronda de passagem e senti-me tenso até ao tie-break, mas depois desenrolei bem e entrei no segundo set a ditar outra superioridade.”
O Australian Open é o segundo torneio que Jaime Faria disputa em 2026, um ano que, à semelhança do anterior, começou, com tempo, em Camberra: “Fizemos uma boa preparação e viajámos com tempo. Treinámos bem, o mais importante era adaptarmo-nos bem, não tanto às condições de lá porque são condições muito rápidas e que não se adequam ao meu jogo, mas sim aproximarmo-nos do que fizemos no ano passado. É sempre difícil fazer uma viagem até um sítio com tanto calor e muito jet lag, até porque não sou uma pessoa que reaja assim tão rápido ao jet lag. Agora já estou a 100% e está a correr-me bem”, acrescentou antes de admitir que “no início do ano é sempre mais fácil estar ligado durante o jogo todo porque há mais frescura mental.”