OEIRAS – João Dinis Silva disputou somente cinco encontros na época passada face a uma grave lesão nas costas e, quando regressou, a um pequeno problema no ombro direito. O “ano difícil já passou” e mesmo que o retorno ao circuito Challenger não tenha corrido de feição ficou a nota de voltar a bater bolas em bons torneios.
“Senti-me bem por estar de volta a jogar. É sempre bom ter a sensação de competir outra vez, ainda que não tenha sido da maneira que gostaria. Senti-me a jogar bastante mal, nunca dentro do jogo nem perto de fazer danos”, começou por dizer no rescaldo à derrota no qualifying do Indoor Oeiras Open, o segundo torneio da temporada.
A má autoavaliação afastou-o de ver o regresso ao circuito Challenger mais de um ano depois com outra apreciação. “Se calhar é por ainda estar a quente, mas não consigo ver o copo meio cheio porque realmente senti-me muito mal em campo”. E a vontade de explicar o que viveu no ano que findou nem era a maior tais as dificuldades vividas. “Treinei dois meses em doze, foi um ano bastante complicado. Mas pronto, já passou e não quero usar isso como desculpa para exibições tão fracas”.
“Estou de volta aos treinos e não quero pensar mais nisso. Fisicamente senti-me bem e isso é o positivo a tirar de hoje [domingo]. Quero olhar para 2026 com novos olhos, sem pensar em desejos”, atirou o jogador de 18 anos, sem também relativizar toda a situação, pois “há coisas piores na vida” do que lesões.
Agora “está tudo curado, tudo em ordem”, mesmo apesar das dores normais de um regresso após paragem tão prolongada. E segue para uma temporada que ambiciona ter nova paragem no mesmo palco na semana que se segue, num local a que chama casa há uns anos. Seja como for, João Dinis Silva, agora sem ranking, sabe que a época iniciada recentemente tem tudo para ser melhor do que 2025 após o calvário superado.