Rodesch e Piros colidem numa final com sabor a recompensa e déjà vu

Beatriz Ruivo/FPT

OEIRAS — O primeiro título do ano em solo luso vai ser entregue a Chris Rodesch ou Zsombor Piros, dois tenistas com passado em Portugal que partilham a superação como marca recente e terão neste primeiro frente a frente na final do Indoor Oeiras Open a oportunidade de começar 2026 da melhor forma.

Rodesch (209.º ATP) foi o primeiro a consegui-lo ao resistir a um braço de ferro e alívio foi uma das palavras-chave da conferência de imprensa do luxemburguês: “Tinha perdido as últimas três meias-finais e isso deixou-me um pouco nervoso antes do encontro, por isso também foi importante conseguir superar essa barreira psicológica. Havia alguns desafios mentais e isso deixa-me ainda mais feliz”, explicou após superar Vilius Gaubas.

O gigante de 1,98 metros vem da melhor época da carreira, mas uma lesão no tornozelo colocou-lhe um travão no embalo e por isso a final no Jamor tem “um sabor especial” que o ajuda a começar a nova temporada com um sorriso.

Acompanhado por uma lenda desportiva do Luxemburgo, primeiro finalista tem no golpe de serviço uma potencial vantagem para a final, a segunda da carreira em Portugal. Isto porque há menos de um ano foi finalista do ITF M25 de Loulé, partindo depois para o primeiro título Challenger em Tallahassee, na Flórida.

Piros (170.º) tem um passado bem mais recheado no nosso país e mais concretamente no Jamor, onde venceu o Oeiras Open 125 de 2023 em terra batida e alcançou a final do Indoor Oeiras Open 2 em 2025 — não jogou o terceiro torneio na nave de campos cobertos, pelo que esta é a segunda decisão consecutiva que alcança neste palco.

“Para ser sincero, desde que cheguei que estava confiante de que ia ser bem-sucedido neste torneio. Não o disse em voz alta porque depois de quatro meses ausente as pessoas iam rir-se de mim, então estava a acreditar só para mim, numa parte profunda do meu coração. Mas estava confiante porque trabalhei muito e este local é mais especial do que qualquer outro court coberto. Acreditava e aconteceu, por isso estou mesmo muito feliz”, declarou, entre vários sorrisos, logo após superar Daniil Glinka.

O húngaro insiste em declarar o seu amor ao Jamor e quase três anos depois tem nova oportunidade de singrar neste palco, curiosamente o único em Portugal onde se destaca.

Entre as várias motivações falou de “uma pizza e uma coca cola, porque adoro e não posso comer muitas vezes”, explicando depois, num tom mais sério, que à semelhança do seu adversário também esta final tem um significado “especial.”

“De certa forma isto é um déjà vu porque há um ano também vinha de um problema no pé, apesar de não tão grave, e não esperava fazer uma final logo em janeiro. Chegou muito antes do tempo e desta vez é muito similar, mas ainda mais inesperado porque estive lesionado mais tempo. Na última metade do ano tive muitas dificuldades com o meu corpo e os resultados, por isso esta final foi conquistada com muito sangue. Também tive sorte nalgumas ocasiões, mas tens de estar preparado para ter sorte e estou mesmo muito feliz”, rematou.

Com a recompensa à vista, Chris Rodesch e Zsombor Piros colidem às 11 horas deste domingo numa final que também pode ser acompanhada em direto nos canais Sport TV.

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