OEIRAS – Chris Rodesch já não sabe o que é perder um encontro de ténis e somou este sábado a oitava vitória consecutiva na nave dos campos cobertos do Complexo de Ténis do Jamor para atingir a segunda final no Indoor Oeiras Open em duas semanas.
O número um do Luxemburgo (209.º ATP) ultrapassou o canadiano Alexis Galarneau (214.º), semifinalista pela terceira vez neste torneio depois das duas provas em 2025, por 6-4 e 6-4 em 1h49 para atingir a quarta decisão no ATP Challenger Tour.
Na forma da sua vida, o gigante de dois metros chegou à semifinal de modo atípico: na primeira ronda, beneficiou do abandono deElmer Moller, primeiro cabeça de série, e nem precisou de entrar em campo na segunda eliminatória face à lesão de Tiago Torres. Mas a extrema confiança pela conquista do segundo troféu no ATP Challenger Tour sobressaiu ao invés de uma eventual quebra de ritmo.
Ainda assim, Galarneau causou problemas ao teórico favorito, mesmo que tenha cedido em parciais diretos. Neste contraste de estilos (Rodesch é um possante atleta, grande servidor e constantemente ao ataque, Galarneau um tenista mais de contra-ataque e inteligente na forma como ganha pontos e leva adversários ao erro), o mais baixo (1,80) e menos cotado entrou no embate mais esclarecido e cedo ficou a vencer por 4-1 com duplo break.
Só que Rodesch foi capaz não só de recuperar, como de amealhar oito jogos consecutivos que acabaram por ser a sentença de novo dissabor nas meias-finais do Jamor para o norte-americano. O europeu, treinado por Gilles Muller (ex-21 ATP e finalista do Millennium Estoril de 2017), deixou de cometer tantos erros e começou a entender melhor quando desferir o golpe decisivo e qual a melhor bola para subir à rede.
A luta e garra típica de Galarneau ainda assustou o campeão do passado domingo no momento em que recuperou de 2-5 para 4-5. Mas um quinto break de Rodesch, ao 16.º ponto de break criado, finalizou o penúltimo encontro individual da quinzena.
Este domingo, e uma semana depois do primeiro título, Chris Rodesch vai novamente disputar o derradeiro embate da prova. Neste caso diante de Daniil Glinka, carrasco de Frederico Silva.