OEIRAS – Chegamos ao último dia de quinzena de Indoor Oeiras Open com os dois protagonistas que melhor aproveitam os dois torneios na nave dos campos cobertos do Complexo de Ténis do Jamor: Daniil Glinka, semifinalista na primeira prova, somou a sétima vitória em oito encontros e carimbou o acesso à terceira final Challenger da carreira. Já Chris Rodesch, campeão no passado domingo, amealhou o oitavo êxito de empreitada ao garantir nova final, a quarta na categoria intermédia do ténis profissional masculino.
O percurso até à final tem dimensões opostas por parte dos dois. Rodesch, na forma da sua vida, chegou à semifinal de modo muito atípico: na primeira ronda, beneficiou do abandono de Elmer Moller, primeiro cabeça de série, e nem precisou de entrar em campo na segunda eliminatória face à lesão de Tiago Torres. Mas a extrema confiança pela conquista do segundo troféu no ATP Challenger Tour sobressaiu ao invés de uma eventual quebra de ritmo.
Quanto a Glinka, cedeu dois sets pelo caminho, nos últimos dois embates, e este sábado necessitou mesmo de resgatar cinco match points para levar de vencida o português Frederico Silva. E se o número dois da Estónia, vencedor do primeiro e único troféu Challenger em novembro, não se esforçou muito para falar do próximo adversário – na altura não sabia exatamente quem era, mas havia duas possibilidades -, Rodesch mostrou conhecer o opositor, ainda que a final do Indoor Oeiras Open 2 vá ser o primeiro compromisso entre ambos.
“Ele é muito bom jogador, muito agressivo e rouba muito tempo. Sei que me vou sentir desconfortável em alguns momentos. Acho que quem tomar iniciativa primeiro terá vantagem. Quem servir melhor, quem meter mais respostas dentro. Todos esses pequenos detalhes vão contar. Um encontro entre dois jogadores muito agressivos é sempre tático, não no sentido de trocas de bola muito longas, mas sobre as duas primeiras pancadas do ponto”.
Chris Rodesch procura ser somente o quarto tenista a arrecadar dois títulos Challenger em duas semanas em solo nacional. O duplo feito estava na mente do luxemburguês quando celebrou no domingo. “Estou a jogar bem aqui e é sempre bom ficar no mesmo local onde se ganha. Entras também mente dos adversários, é uma espécie de confiança falsa porque todos sabem que venceste. Isso motivou-me”.
Confiança foi a palavra-chave de ambas as conferências de imprensa. “Este desporto é baseado nos resultados, trabalhamos para eles e a confiança surge deles. Há que ganhar encontros neste desporto, não há volta a dar. Se perdermos sempre, a confiança vai embora e jogamos pior. A confiança ajuda e consigo levá-la para outros torneios. Sei que não será fácil e tenho de treinar com a mesma intensidade e atitude”, enfatizou Rodesch.
Mais sucinto, Daniil Glinka diz estar “calmo e sei o que faço”, situação pouco plausível quando há semana e meia disputou a primeira ronda do primeiro evento sem se sentir nas melhores condições, vindo da Austrália. Curiosamente, também aí anulou um match point para seguir em frente. “De alguma forma conseguir contornar isso e descobri a minha confiança e o meu jogo. Agora sinto-me bem”.
Os dados estão lançados e às 11 horas os dois protagonistas estarão no court central da nave dos cobertos do Jamor para o derradeiro compromisso da quinzena.