OEIRAS — Matilde Jorge brilhou no Jamor e tornou-se na primeira portuguesa a disputar uma meia-final com marca WTA, mas não deixou que a campanha no Women’s Indoor Oeiras Open a deslumbrasse em demasia e despediu-se do primeiro de dois WTA 125 com humildade e nada mais do que um jantar com amigas para assinalar a ocasião. Até porque dentro de alguns dias tem outro torneio da mesma categoria a disputar no mesmo local.
“Não sinto que foi tão histórico quanto as pessoas estão a dizer. Estou super contente com isto, mas acho que é só isso, que o que fiz me dê motivação para a próxima semana”, disse na conferência de imprensa deste sábado, depois da derrota para Alina Korneeva nas meias-finais.
Na véspera, a vimaranense de 21 anos já tinha comentado de forma comedida o feito conseguido, explicando que ainda não tinha pegado no telemóvel para ver as notícias sobre a história que escrevera. E manteve a tónica na despedida do torneio, garantindo que não foi a fadiga física — jogou, inclusive, com a perna esquerda enfaixada — a decidir o embate.
“Ela entrou bastante intensa e agressiva. Eu nem estava a sentir-me mal fisicamente, sentia-me pronta para mais três sets, mas a bola desacelerou muito no início e não estava a aproximar-me muito da bola. Estava a falhar muito cedo e estes erros também lhe dão muito oxigénio porque não tem de fazer muito. Jogou simples e eu não consegui dar-lhe muitas bolas. Fico triste por não ter conseguido dar mais luta neste jogo”, afirmou.
“No segundo set servi melhor e entrei mais sólida, a tentar jogar com mais margens e meter mais bolas dentro, mas depois voltei a ter muito pouca percentagem de primeiros serviços e nem sequer puxei por ela para que fosse duro. Dei-lhe sempre muita vantagem e ao 2-0 podia ter continuado a apertar, mas havia sempre pontos em que falhava mais cedo e ontem isso não aconteceu. Senti que [por comparação] estava com pouca determinação, pouca intenção e por isso ficava sempre muito dependente do que ela fazia e ela estava sempre a dominar muito o ritmo do jogo.”