Para Lamens, tudo começou no Jamor. Agora, regressa com nostalgia e esperança de repetição

Beatriz Ruivo/FPT

OEIRAS — Suzan Lamens era praticamente desconhecida quando há quase dois anos teve uma quinzena de sonho no Estádio Nacional. Em abril de 2024, a neerlandesa saiu do Jamor com nove triunfos em nove encontros disputados e no final dessa época acabou a celebrar a estreia no top 100 e o primeiro título no circuito principal. Agora ligeiramente fora dessa elite, a tenista de 26 anos quer usar as boas sensações do local como nova rampa de lançamento.

“Queria jogar alguns torneios na Europa para ganhar ritmo em provas um pouco mais pequenas. Quando vi que havia torneios aqui passaram a ser a minha primeira escolha. É bom regressar, gosto das circunstâncias, das pessoas da organização e é mesmo bom voltar”, sublinhou a líder da seleção laranja após carimbar passagem aos quartos de final do Women’s Indoor Oeiras Open pela segunda semana consecutiva.

Fã de ténis em indoor e das condições de jogo na nave dos campos cobertos, a ex-57 WTA agendou confronto com outra antiga top 100, a búlgara Viktoriya Tomova (46.ª como melhor ranking) à procura de ir pelo menos uma ronda mais longe do que no primeiro evento. Mais do que somar um segundo WTA 125 e um segundo no Jamor, Suzan Lamens veio à procura de ganhar confiança após um início de 2026 com cinco derrotas nos cinco primeiros compromissos.

“Tive encontros duros e joguei torneios grandes. Foi uma boa opção para mim jogar alguns [WTA] 125. Claro que quero voltar aos maiores e quero voltar ao top 100, mas não me importo nada de estar aqui”. Para a terceira cabeça de série do torneio (109.ª WTA) são agora 13 os êxitos nos últimos 14 embates neste complexo de ténis. “Lembro-me que vim de Bogotá e lá é bem difícil jogar. Quando vim cá pensei como fácil era jogar aqui em comparação porque a bola não voa e por isso conseguia bater qualquer bola que quisesse sem ir fora. Foi essa a sensação que tive nas duas semanas e ganhei todos os meus encontros, foi um passo de gigante na minha carreira”.

Dessas nove vitórias, uma foi frente à então top 10 Jelena Ostapenko, ao serviço da seleção, e no primeiro WTA 125 da história nacional superou Kristina Mladenovic, ex-top 10, nas meias-finais e a atual 15.ª da hierarquia, Clara Tauson, na final.“Ganhei a uma top 10, ganhei o meu primeiro título 125…essa confiança ajudou-me no resto do ano. Percebi que podia jogar contra boas jogadoras, que tinha um jogo sólido e também agressivo”, frisou.

Quase dois anos depois, Lamens procura algo semelhante e vai em busca de usar o passado no Jamor, mesmo que noutra superfície, como mote ideal para voltar à elite. “O meu primeiro objetivo é o top 100, mas a minha meta é o top 50. Já estive perto disso e por isso é o meu objetivo até ao final do ano”. Quem sabe a história em Oeiras não se volta a repetir para a simpática jogadora, agora já com a experiência de palcos maiores e não novata como da primeira vez.

Total
0
Shares
Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Total
0
Share
Vista geral sobre privacidade

Este website utiliza cookies para fornecer a melhor experiência de navegação. As informações são guardadas no seu browser e permitem reconhecer o seu regresso ao website, bem como ajudar a nossa equipa a perceber que secções acha mais úteis e interessantes.