Na ressaca da BJK Cup, Francisca Jorge admite: “Caiu-me o mundo, mas não faria de outra forma”

Beatriz Ruivo/FPT

OEIRASFrancisca Jorge chegou a sonhar com uma repetição da vitória da semana passada sobre uma top 100 mundial, mas acabou eliminada na primeira ronda do Oeiras Ladies Open e houve finalmente tempo para uma reflexão maior sobre dias intensos no Jamor, onde foi a principal figura da seleção nacional numa campanha que confessou ter ganho uma carga emocional muito pesada.

“Foi uma semana super intensa… Como disse na minha publicação, foi uma das semanas mais duras da minha carreira. Foi sem dúvida uma coisa de que não estava à espera, era números de que não tinha mesmo noção”, respondeu ao ser questionada sobre o dia em que fez história a triplicar ao igualar os recordes de eliminatórias e de vitórias em singulares por Portugal e ainda ao vencer uma top 100 mundial pela primeira vez na carreira.

“São coisas que me passam um bocadinho ao lado, mas que foram sem dúvida incríveis. Mas depois tive uma descarga de energia e de emoções bastante pesada, houve muita coisa a acontecer e encontros completamente diferentes. Foi muito intenso, essa é mesmo a palavra certa. Intenso e desgastante“, acrescentou Francisca Jorge.

“Tive muita carga em cima, tanto de emoções como de pressão, que é normal [na competição por equipas], mas não faria de outra forma. Estivemos bem e tenho muito orgulho das minhas parceiras de equipa porque realmente fizemos de tudo“, continuou.

Figura maior da seleção nacional, Francisca Jorge venceu os primeiros quatro encontros da semana (dois em singulares, dois em pares), mas no sexto, ao lado da irmã mais nova, deixou escapar uma vantagem de 6-1, 4-1 no par decisivo que levaria a seleção nacional ao play-off de promoção. “Assumi com todo o orgulho e raça que tinha em cima, mas bateu-me. Por isso é que depois caiu-me o mundo, mas não faria de outra forma.”

Esta terça-feira, no reencontro com Beatriz Haddad Maia chegou a liderar ambos os parciais por 3-1 e ameaçou celebrar a segunda vitória da carreira contra uma adversária do top 100, esta de proporções bem maiores pelo currículo que a brasileira apresenta. “Faltou um bocadinho” para virar um encontro em que sentiu ter “bons momentos, mas alguns altos e baixos” e durante o qual a adversária “teve um bocadinho mais de coragem nos pontos importantes.”

“Senti que por causa das condições a bola estava mais pesada e eu não estava a conseguir fazer tanta mossa. Não estava a conseguir acelerar tanto, mas no geral acho que foi positivo”, acrescentou a vimaranense, agora focada a 100% na variante de pares e na defesa do título que conquistou, ao lado da irmã mais nova, nas duas edições anteriores deste Oeiras Ladies Open como WTA 125.

Depois, Francisca Jorge fará mais uns quilómetros até ao Clube Escola de Ténis de Oeiras, que este ano eleva o Oeiras CETO Open à mesma categoria pela primeira vez, depois de vários anos em crescendo entre os vários níveis da Federação Internacional de Ténis.

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