Jaime Faria: “Quero dar o salto e não é com jogos assim que faço o clique”

Jaime Faria saiu do Jamor muito desapontado por ter ficado a um ponto de uma meia-final histórica, mas ergueu a cabeça na hora de olhar para o futuro e abordou com confiança o regresso a um Masters 1000 já na próxima semana, em Madrid.

“Estou muito desapontado porque acho que foi um jogo mal conseguido da minha parte”, revelou após a derrota para Roman Safiullin no tie-break de um terceiro set que esteve a um ponto de fechar, na resposta, quando liderou por 5-4. “Devia ter sido mais consistente e causar-lhe mais dificuldades. Ele teve mérito na forma como virou o encontro e como se adaptou mais ao meu jogo, mas é uma oportunidade desperdiçada para somar pontos porque estou num ranking em que é preciso dar o clique para não estar todas as semanas a ver se vou jogar um torneio ATP ou um Challenger. É melhor do que estar lá atrás, mas é um ranking chato nesse aspeto e quero dar o salto, mas não é com jogos assim.”

Esta foi a primeira vez que Jaime Faria atuou na terra batida do Jamor desde que inaugurou o palmarés Challenger, em maio de 2024. Desde aí, quase dois anos passaram e o lisboeta tornou-se “num jogador totalmente diferente”, como explicou nesta reflexão. “Já joguei bem aqui, mas era outro jogador, um jogador muito mais leve, se calhar menos possante, mas com outro estilo de jogo. Mudei muito o meu físico ao longo dos últimos tempos. Acho que já não estou a crescer, mas o meu físico continua a mudar e agora é uma fase em que estou a começar a estabilizar, mas era um Jaime diferente.”

Segue-se então Madrid, onde o Jaime Faria de 2026 considera ter boas armas para fazer mossa: “É mais um torneio importante para a minha carreira. No ano passado não joguei por estar lesionado, fiquei com pena e agora consegui o ranking para lá chegar, portanto sinto-me muito feliz. Acho que é um torneio que pode assentar-me bem. Em altitude o serviço paga muito e quero ir lá competir da melhor maneira e jogar o melhor possível contra quem tiver de jogar porque sei que posso ganhar a muitos jogadores bons. Não a qualquer um, mas a muitos e fazer coisas boas nestes torneios grandes que também gosto de jogar.”

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