OEIRAS — João Dinis Silva, Tiago Torres, Jaime Faria e Henrique Rocha. O russo Roman Safiullin adora a terra batida do Jamor e este sábado registou a quarta vitória da semana contra um adversário português para alcançar a final mais importante da carreira na superfície, negando à derradeira figura lusa a maior decisão do palmarés e ao público da casa um verdadeiro domingo de festa.
6-4 e 6-4 foram os parciais da vitória do número 226 mundial, longe do 36.º posto que alcançou em janeiro de 2024 (na reta final da época anterior foi finalista do ATP 250 de Chengdu), mas em clara trajetória ascendente depois de cinco meses afastado por causa de uma lesão.
Rocha atravessa uma fase ainda melhor e este sábado disputou a terceira meia-final Challenger do ano, pouco mais de um mês após brilhar na América do Sul ao conquistar o título em Brasília e terminar como vice-campeão em Santiago logo a seguir.
No entanto, o portuense esteve aquém do nível apresentado nos dias anteriores (competiu pelo quinto consecutivo), sobretudo na pancada de serviço: apenas colocou 48% de primeiras bolas, entregou três dos sete breaks com duplas faltas (metade das que cometeu) e nunca teve no golpe de saída um motivo de tranquilidade depois de ganhar vantagem nos dois parciais — abriu o encontro com uma vantagem de 2-0 e no segundo set liderou por 3-1 e 4-2.
Henrique Rocha procurava a sétima final Challenger da carreira e a mais importante por ser a primeira na categoria 125.
Um dia depois de anular um match point e impedir Jaime Faria de juntar o nome ao do amigo num encontro que seria histórico, Roman Safiullin ficou com essa vaga e alcançou a sétima final Challenger, primeira em terra batida.
O russo ficará à espera do duelo entre o primeiro cabeça de série Valentin Royer, número 76 mundial, e o lucky loser Max Houkes (257.º), que na sexta-feira venceu Frederico Silva no tie-break do terceiro set.