OEIRAS — Não há duas sem três para Valentin Royer (76.º ATP): três anos depois de jogar duas finais ITF M25 no Algarve, o francês carimbou a presença numa terceira decisão em solo luso, desta vez no Oeiras Open 125, onde defende o estatuto de primeiro cabeça de série.
A quarta vitória da semana foi a mais autoritária de todas — e a única em sets diretos.
6-2 e 6-3 foram os parciais aplicados a Max Houkes (257.º ATP) para colocar um ponto final na campanha do lucky loser dos Países Baixos, responsável, menos de 24 horas antes, pelo afastamento de Frederico Silva ao vencer no tie-break do terceiro set quando o relógio assinalava 3h18 de encontro.
A maior frescura física acabou por revelar-se determinante no desenrolar da última meia-final do dia e Royer — que apesar de ter sido sempre forçado a braços de ferro disputou menos dois encontros e acabou significativamente mais cedo na sexta-feira — esteve sempre no controlo das operações.
Finalista do ATP 250 de Chengdu em setembro de 2025, o francês de 24 anos procura o título mais importante da carreira na terra batida do Jamor.
O registo de finais em Portugal divide-se entre uma semana dourada no ITF M25 de Vila Real de Santo António, em fevereiro de 2023, e o troféu de finalista no ITF M25 de Tavira já na parte final da temporada, às custas de Henrique Rocha.
O português também esteve na discussão por um lugar no último encontro deste Oeiras Open 125, mas tornou-se na quarta vítima “da casa” para Roman Safiullin, vindo do qualifying e assim apurado para a maior final da carreira em terra batida.
Ex-top 40, o russo também já discutiu a final de Chengdu (terminou como vice-campeão em 2023), mas ainda só tem títulos a nível Challenger — seis em seis finais — e o mais recente, em novembro de 2024, já foi na categoria 125. Todos foram erguidos em piso rápido.