Guia para os 10 anos de Oeiras CETO Open, torneio com história e histórias

O Oeiras CETO Open celebra 10 anos de existência com pompa e circunstância ao elevar-se à categoria WTA 125, estreia batizada com a presença da superestrela Bianca Andreescu. Num Clube Escola de Ténis de Oeiras cheio de história, são muitas as razões para acompanhar a sétima semana do ano com ténis internacional ao mais alto nível no concelho.

Datas: 19 a 26 de abril
Local: Clube Escola de Ténis de Oeiras
Superfície: Terra batida outdoor
Bolas: Wilson Roland-Garros

Presente a pensar no futuro

Sem Francisca Jorge, lesionada no abdominal, a comitiva lusa é liderada pela irmã mais nova, Matilde Jorge. A número dois nacional já fez história este ano, ao disputar a meia-final mais importante de sempre do ténis feminino português no segundo WTA 125 do Jamor, e tem no Clube Escola de Ténis de Oeiras mais uma oportunidade de amealhar pontos para tentar alcançar o qualifying de Wimbledon e estrear-se em torneios do Grand Slam.

À vimaranense de 22 anos juntam-se outras quatro jovens portuguesas: Angelina Voloshchuk (a poucos dias do 19.º aniversário) é a número três nacional e também foi convidada para o quadro principal, tal como Milana Ivantsiv, há uma semana estreante nesta categoria.

No qualifying foram a jogo as duas jogadoras mais novas do conjunto português: Kika Lima, de apenas 15 anos, repetiu a presença de fevereiro num WTA 125; Beatriz Castro, de 16 anos, foi a jogo pela primeira vez. Ambas foram eliminadas por cabeças de série.

Pegada de história inegável

Das nove edições anteriores, há três campeãs em claro destaque, todas jogadoras de topo atualmente: Clara Tauson (2020) e Diana Shnaider (2022) são jogadoras do top 20 WTA, têm títulos de relevo e andam a prometer voos ainda maiores. Anhelina Kalinina (2021) descolou ao triunfar no CETO e entretanto chegou a situar-se entre as 25 melhores do mundo e a atingir uma final no WTA 1000 de Roma.

Há um ano, Yue Yuan, outrora 36.ª da tabela feminina e detentora de um troféu no circuito principal ao cabo de duas finais, celebrou em Oeiras e este ano retoma ao torneio para a defesa do então ITF W100. E diga-se que a segunda edição (2017) foi conquista por Panna Udvardy, húngara que está dentro da elite (78.ª) e tem uma forte ligação ao Clube e à família Cunha e Silva.

Este quinteto da galeria eleva a história do torneio. Quem continua a tradição? Há várias candidatas de renome: 21 atuais tenistas dentro das 200 primeira do ranking e 12 ex-top 100 WTA.

Currículos de excelência

A edição de 2026 é marcada pela experiência e pelos palmarés apetrechados. Mesmo sem nenhuma top 100 atual, qualidade não falta. A líder da comitiva é, claramente, Bianca Andreescu, quarta cabeça de série (127.ª). A canadiana ainda com 25 anos é uma superestrela no circuito WTA desde que saltou para a ribalta, em 2019. As lesões têm minado o seu percurso, chegou também a parar váris meses para tratar da saúde mental, mas continua com pedigree e ninguém esquece aquele ano em que atingiu o quarto posto da hierarquia.

Um com títulos em Indian Wells, em Toronto (dois WTA 1000) e, especialmente, o triunfo naquele US Open memorável no qual derrotou a lendária Serena Williams na final. Desde então só a espaços aparece (em 2021 foi vice-campeã em Miami). Quem sabe não usa o Oeiras CETO Open como rampa de lançamento.

A primeira ronda da carismática tenística é logo a doer, contra outra das antigas top 100 da prova: a francesa Fiona Ferro (246.ª, ex-39.ª em 2022), detentora de dois troféus no circuito principal.

Jil Teichamann (191.ª, mas 21.ª em 2022 e campeã de dois títulos WTA em cinco finais, entre as quais o WTA 1000 de Cincinnati) é talvez a que mais obreia com Andreescu das presentes no quadro. A suíça poliglota de 28 anos escolheu Portugal para o regresso à competição depois da pausa para descanso mental. Talento não falta, como aliás se viu quando atingiu a final do Porto Open de 2018. Depois da cedência no qualifying do Oeiras Ladies Open, a helvética quer retomar o caminho do sucesso.

De resto, Greet Minnen (ex-top 60 WTA e finalista deste torneio em 2025), Lucia Bronzetti (46.ª há dois anos e campeã de um WTA 250 em cinco finais) – parte da equipa italiana com dois títulos na Billie Jean King Cup nos últimos dois anos e adversária de Matilde Jorge na ronda inaugural – e Polina Kudermetova (finalista no WTA 500 de Brisbane em janeiro de 2025) trazem propriedade a um evento dominado pelo estatuto.

Varvara Lepchenko (ex-19.ª), Mona Barthel (23.ª em 2013 e campeã de quatro títulos no circuito maior em sete finais) e Anna-Lena Friedsam (top 50 em 2016) engrandecem a competição numa fase bem adiantada das respetivas carreiras.

Francesca Jones (102.ª, mas em fevereiro 65.ª) lidera uma armada internacional que conta com Maja Chwalinska, campeã este domingo no Jamor (terceiro título WTA 125 e segundo em Portugal) e Darja Semenistaja (112.ª e top 100 a primeira vez no final do ano passado pouco depois da final no Lisboa Belém Open) em plano de destaque. A jovem Sofia Costoulas (ex-número dois de sub-18) e a Andrea Lazaro Garcia também aparecem no lote das cabeças de série.

Destaque, ainda, para a australiana Storm Hunter. Apesar de nunca ter integrado o top 100 (foi 114.ª em 2024 quando parecia encaminhada para esse feito, mas uma grave lesão no tendão de Aquiles afastou-a quase um ano dos courts) já liderou o ranking de pares 12 semanas e tem armas de encher o olho.

Pontos e prize-money

QR1QR2Apurada1R2RQFSFF🏆
Pontos146115274981125
Prize-money520€702€1.042€1.740€3.000€4.608€7.304€13.480€

Transmissões televisivas

Dois encontros diários na Sport TV a partir das 13 horas entre terça e sexta-feira, meias-finais de singulares a partir das 11 horas de sábado e final de singulares à mesma hora no domingo.

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