Jaime Faria alcança terceira meia-final Challenger da temporada e num Oeiras Open

Beatriz Ruivo/FPT

OEIRAS – Jaime Faria, número dois nacional (119.º ATP), garantiu pela terceira vez uma meia-final Challenger em 2026 e pela terceira vez uma meia-final na terra batida do Jamor ao vencer pela terceira vez no Oeiras Open 4.

A disputar os quartos de final de um Oeiras Open pela quarta vez, sexta se contarmos com os Indoor Oeiras Open, Faria deu a volta ao jovem talentoso checo Petr Brunclik (350.º) e celebrou um saboroso tirunfo ajudado pelo público com os parciais de 1-6, 7-6(3) e 6-2 ao fim de 2h24.

O campeão deste torneio em 2024 (semifinalista semanas antes no Oeiras Open 125), no primeiro de dois títulos no ATP Challenger Tour, teve de agarrar o encontro com unhas e dentes. Depois de um início demolidor do mais novo (19 contra 22 anos), marcou logo posição no início do parcial seguinte, mas só começou verdadeiramente a assustar na reta final.

Só que o não concretizar de dois set points no décimo jogo quase deitada tudo a perder e minutos depois estava a ver o menos cotado a servir para a surpresa. Embalado pelos presentes, e também um pouco ajudado pelo nervosismo de Brunclik (ainda inexperiente nestas andanças, tentava a primeira semifinal da época e só tem uma final na categoria), que sentiu a ocasião e foi quebrado em branco após vários erros não forçados.

Ao agarrar o tie-break com quatro dos últimos cinco pontos, sempre ao ser o mais sólido dos dois, Jaime Faria colocou a mudança acima e descolou para o triunfo expetável na antecâmara do duelo, mas bastante difícil de amealhar.

A terceira semifinal da temporada (foi finalista em São Paulo e Mauthausen) será diante um adversário bem credenciado, mas de boas memórias: o americano Emilio Nava, segundo cabeça de série (108.º) e tenista com melhor ranking em prova desde a segunda eliminatória, a quem o lisboeta venceu a caminho dessa final no Brasil por 7-6(3) e 6-1.

O frente a frente será o segundo de uma jornada com início às 11 horas e as meias-finais têm a particularidade de contar somente com antigos integrantes da elite do ténis masculino: Nava atingiu o 74.º posto da hierarquia em março, Faria o 87.º em fevereiro de 2025 (nono português a entrar num top 100 de singulares), Laslo Djere chegou a ser o 27.º melhor do mundo e Hugo Dellien o 64.º. Um luxo.

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