OEIRAS – Os semifinalistas do Oeiras Open 4, o derradeiro Challenger no Jamor em 2026, têm em comum um marco para qualquer tenista profissional: todos foram do top 100. Um luxo de meias-finais para acompanhar a partir das 11 horas e com a cereja no topo do bolo a ser a presença de um jogador da casa.
Jaime Faria (87.º ATP em fevereiro de 2025) defronta Emílio Nava (74.º em março) na segunda semifinal e a jornada abre com o confronto de Laslo Djere (27.º em 2019 e detentor de três títulos ATP em seis finais e um dos troféus de nível 500) e Hugo Dellien (64.º em 2022). Dos três, somente Djere não é cabeça de série de momento face a lesão na perna esquerda que o fez tombar no ranking (é atualmente o 279.º) e até precisou de jogar a fase de qualificação nesta competição.
Faria e Nava são os mais cotados em prova (119.º e 108.º e, respetivamente, terceiro e segundo pré-designados) e, obviamente, será o embate mais aguardado do dia pela presença de um português. Ainda por cima um jogador que faz do palco do torneio um local de treinos e mesmo que seja dos quatro o que atingiu (para já) a pior cotação de carreira (é, também, o mais novo), é o único que sabe o que é brilhar no Complexo de Ténis do Jamor.
Campeão de dois títulos Challenger – e isso é marca também comum a todos, com Dellien a liderar o palmarés com 15 troféus, todos em terra batida – inaugurou o currículo na categoria, precisamente, no Oeiras Open 4 de 2024, semanas depois de ter chegado às meias-finais do Oeiras Open 125. Será, portanto, a terceira final na terra batida do Jamor para o número dois nacional e a terceira semifinal da época (tem duas finais perdidas).
Nava é o mais cotado do torneio desde a segunda eliminatória e sobreviveu esta quinta-feira a um duelo dramático diante do chileno Tomas Barrios Vera (sétimo cabeça de série fruto do posto 134.º ATP, mas também ele ex-top 100 – 93.º há pouco mais de dois anos) e precisou de inverter um set de desvantagem, 3-1 no parcial decisivo e ainda salvar um match point para selar o triunfo por 2-6, 6-4 e 7-6(9) ao cabo de 2h42 ao fim do sexto ponto de encontro. O tenista de 24 anos, antiga vedeta júnior (finalista de dois Majors) garantiu o melhor resultado do ano.
O sérvio Djere, mais credenciado curricularmente, também alcançou a melhor prestação de uma temporada curta (fez o 15.º embate de 2026, um terço no Jamor) e para isso superou o americano Colton Smith (190.º) por 6-4 e 6-4.
Já o número um da Bolívia, sexto favorito (133.º), somou a quarta semifinal da época (tem um título em duas decisões). Quando já vencia por 7-5 e 5-3, o qualifier Benjamin Hassan (339.º, finalista do Lisboa Belém Open de 2023) abandonou alegando problemas na anca.