OEIRAS – Depois de ser eliminado na terceira final Challenger da temporada e de um Oeiras Open, Jaime Faria já mudou a mente para Paris e para a terceira participação no único Grand Slam em terra batida do calendário. Mesmo apesar da derrota dura diante Emilio Nava, o número dois nacional diz-se motivado e capaz de uma boa prestação no segundo Major de 2026.
Há um ano, Faria chegou a Roland-Garros para jogar o quadro principal com várias mazelas físicas que até o impediram de jogar no Jamor. Há dois, na estreia, vinha embalado pela conquista do primeiro Challenger no Oeiras Open 4 e só foi travado na ronda de acesso ao quadro principal.
“O tempo passa a correr e já é o meu terceiro Roland-Garros. É um grande momento para mim e vou lutar para chegar ao quadro principal, é o meu objetivo”, sublinhou, mas nem precisava face à grandeza da ocasião. “Claro que preferia sair daqui com título ou final, até porque faz muita diferença ganhar estes jogos, que são os que dão o clique de pontos para catapultar para outras posições”. Mas, “chega-se lá, apanha-se a credencial e é um torneio vinte vezes maior. Respira-se ténis e história”. Resta “aproveitar e desfrutar”.
A viagem está marcada para este sábado e segunda já pode haver duelo inaugural, no máximo terça-feira. Com dois brilharetes no Australian Open no currículo (segunda ronda vindo do qualifying) e fazes prévias igualmente superadas em Wimbledon e no US Open, o luso de 22 anos sabe que ganha outra dimensão nos maiores palcos e vai em busca de repetir a façanha de ultrapassar a ronda de qualificação no Major em falta. Chegar à terceira semifinal da época pode ajudar.
“Estes jogos dão confiança, horas em campo dão mais conforto. Já sabemos que Grand Slams são sempre momentos maiores para os jogadores. Gosto destes momentos, sei que lido bem”, enfatizou. E mesmo que se sinta “saturado de cabeça”, está fisicamente bem. “Estes torneios dão confiança e ânimo para chegar lá e deixar tudo em campo”.
Sobre o derradeiro encontro no Jamor, Jaime Faria destacou a má entrada, mas depois viu um bom nível de jogo de parte a parte. Lamentou a pouca pressão incutida na resposta ao forte serviço de Nava e destacou um dado negativo a trabalhar: voltou a ceder num tie-break de terceiro set. Das últimas quatro derrotas, três foram numa ocasião dessa estirpe e duas dessas três foram no Oeiras Open.
“Talvez não esteja a lidar da melhor maneira nesses momentos. É pesado o ténis, mas creio que um dia vou ser feliz”.