Jaime Faria assinou um dos triunfos mais especiais do curriculum e carimbou o acesso à segunda ronda do qualifying de Roland-Garros após bater o ex-número três do mundo Grigor Dimitrov com uma impressionante reviravolta ao fim de uma longa batalha de quase três horas, por 3-6, 7-5 e 7-6(6).
Dois anos depois de ter ficado à espreita do quadro principal em Paris, Faria expressou o entusiasmo em declarações ao Record, sublinhando mesmo que coloca o feito desta terça-feira num lugar muito especial: “É talvez a maior vitória da minha carreira. Um estádio cheio, com tantos portugueses a assistir e a apoiar, torna tudo ainda mais especial. Agora quero recuperar para estar nas melhores condições possíveis”
Numa análise mais detalhada à partida, o número dois nacional explicou que o segredo esteve na pancada de serviço, elemento que o permitiu equilibrar-se ante o poderio do búlgaro: “Comecei muito bem, mas depois veio a qualidade dele ao de cima. Começou a soltar-se a fazia winners de todo o lado, não foi fácil. Consegui meter um bocado mais de qualidade no meu serviço e isso fez toda a diferença. Estou muito feliz por ter conseguido arranjar soluções.”
O adeus a Roland-Garros não esteve longe de se sentenciar, já que teve o adversário a servir para vencer no segundo parcial, mas ainda assim garante que nunca se deixou desmoralizar: “Senti que podia vencer quando consegui dar a volta no segundo set. Tinha um break abaixo e ele estava a servir para o jogo. Nesse momento, não dá para baixar os braços. Continuar a lutar era o mais importante.”
Uma das figuras de uma fase de qualificação que se está a tornar muito positiva para Portugal, Jaime Faria segue para a segunda eliminatória do quadro prévio masculino ao lado de Henrique Rocha, enquanto na variante feminina Matilde Jorge anotou ontem uma vitória para a história em provas Major e Francisca Jorge compete ainda esta jornada.
Para poder igualar o melhor registo de 2024 em Paris, Jaime Faria vai ter de levar a melhor e defender o estatuto de favorito na partida dividida com o norte-americano Colton Smith (186.º), nome com quem se cruza pela primeira vez a nível oficial.