ATP prepara revolução nos pares e Francisco Cabral está entre os protestantes: “Querem acabar com um sonho”

2026.05.19, xFSx, Bitpanda Open Hamburg ATP500, Achtelfinale, Herren-Tennistunier in Hamburg , Am Rothembaum in Hamburg , Francisco Cabral POR *** 2026 05 19, xFSx, Bitpanda Open Hamburg ATP500, Round of 16, Mens Tennis Tournament in Hamburg , Am Rothembaum in Hamburg , Francisco Cabral POR Copyright: HMBxMedia/FernandoxSoares

A ATP quer revolucionar os pares e Francisco Cabral deu a entender que os próximos dias em Wimbledon serão agitados no que diz respeito à relação entre o circuito profissional masculino e os especialistas da variante, estando em marcha um protesto alargado para travar uma nova tentativa de transformação.

“Somos profissionais de ténis e parece que a ATP quer tirar-nos trabalho, fazer reduções enormes nos pares e definir novas regras para 2028. Não é a primeira vez que há esta disputa, mas queria aproveitar para passar a mensagem de que não somos só jogadores de pares, somos jogadores de ténis. Quando pegamos numa raqueta temos um sonho e não é justo a ATP querer acabar com ele e também com uma grande tradição do ténis. Há um estudo que diz que 70% do ténis jogado é pares, nos clubes, portanto isto faz parte da tradição e estão a ir pelo caminho errado”, afirmou o especialista português (25.º no ranking mundial) no final da conversa com o Raquetc após a vitória em Wimbledon.

A declaração de Cabral foi intencionalmente enigmática, explicando que “nos próximos dias” serão conhecidos mais detalhes e dando a entender que entre os especialistas foi combinado deixar o aprofundamento da questão para o final da semana.

Mas praticamente ao mesmo tempo começaram a surgir rumores sobre o assunto. De Itália, o Spazio Tennis escreveu que a ATP reuniu com cerca de meia centena de jogadores de pares na véspera de Wimbledon para os informar sobre as mudanças desejadas. Em cima da mesa a partir de 2028 estará uma redistribuição do prize-money (de 80% dedicados a singulares e 20% aos pares para 90-10) e uma redução dos quadros dos ATP Masters 1000 para apenas 16 equipas e dos restantes torneios para oito duplas.

Esta não é a primeira ocasião em que a ATP tenta mudar por completo a variante de pares. Em setembro de 2005, os irmãos Bryan processaram o circuito e a pressão legal feita — entretanto com o apoio de outros especialistas — deu frutos, resultando num acordo que cumpriu 80% dos objetivos dos jogadores. Foram evitadas vagas quase exclusivas para jogadores de singulares e uma redução dos jogos por sets.

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