OEIRAS – Mais um dia, mais uma vitória para a seleção masculina +40 no Complexo de Ténis do Jamor. A quarta da semana garantiu a passagem à final do Campeonato do Mundo de Veteranos.
Com honras novamente de Court Central do Jamor, a melhor equipa lusa desta competição superou os Estados Unidos da América ainda nos duelos de singulares para selar a passagem à decisão desta sexta-feira.
E uma vez mais (pela quarta vez, pois equipa que ganha não mexe) com os mesmos protagonistas nos embates individuais em grande destaque: o capitão Gonçalo Nicau a abrir e dar o primeiro de dois pontos necessários e Fred Gil, atual número um mundial no escalão, a fechar as contas. Quarto êxito individual de ambos nesta prova, sempre sem perder sets.
Foram dois encontros resolvidos em parciais diretos e com boas exibições dos jogadores da casa, ainda que tenham sido tudo menos fáceis. Nicau bateu Phil Frayssinoux por 7-5 e 6-4 e o antigo 62 ATP, finalista do Estoril Open em 2010 (ganhou a meia-final, um dos embates mais emblemáticos da história do ténis nacional, no palco da eliminatória desta quinta-feira), derrotou Rylan Rizza por 7-5 e 6-2, num compromisso onde alternou bem entre as variações de esquerda a uma mão em slice e a direita pesada em top spin.
João Ferreira e José Ricardo Nunes ainda vão jogar o par, já sem implicações no desfecho da eliminatória.
Com pelo menos a medalha de prata assegurada, Portugal vai enfrentar a congénere de Espanha na final ibérica. A Espanha conta com dois pesos pesados na turma: Adrian Menendez-Maceiras, ex-111 ATP, e Daniel Gimeno-Traver, 48.º em 2013 e finalista do ATP 250 de Casablanca em 2015.
Diga-se, em jeito de antevisão, que Gimeno-Traver lidera o mano a mano profissional face a Fred Gil por 4-1.
É a terceira vez na história que Portugal chega a uma final de um Campeonato do Mundo de Veteranos por equipas. Nas duas anteriores, Portugal ficou com a prata, pelo que esta sexta-feira procura algo inédito. É também a segunda final em casa, depois da equipa feminina +35 em 2024. Fred Gil e José Ricardo Nunes são os repetentes da primeira prata alcançada, em Umag 2021, no escalão de +35.