NOVA IORQUE — Jaime Faria despediu-se de Nova Iorque com um set ganho a Carlos Alcaraz na segunda ronda do US Open e o torneio do Grand Slam norte-americano ficou sem representantes portugueses em singulares.
Dois dias depois de celebrar a primeira vitória da carreira no quadro principal em Flushing Meadows, o número dois nacional (70.º ATP, o melhor registo pessoal) assustou o campeão em título na estreia no Arthur Ashe Stadium em plena sessão noturna.
4-6, 6-0, 6-3 e 6-2 foram os parciais de mais um serão ainda assim inesquecível para Faria, que com apenas 23 anos se tornou, esta semana, apenas no terceiro português a vencer em singulares nos quatro torneios do Grand Slam.
Com a maior vitória do ténis português em jogo, Faria voltou a demonstrar que gosta das grandes ocasiões e dos maiores desafios para arrecadar o parcial inaugural. Com o serviço afinado e a atitude destemida que o caracteriza, o lisboeta aproveitou a única oportunidade para quebrar o saque de Alcaraz e fez soar os alarmes na cidade que nunca dorme.
Mas o espanhol, que continua sem perder para um adversário mais novo (o português nasceu três meses depois no mesmo ano de 2003), tem várias mudanças e uma vez em desvantagem elevou consideravelmente o nível para lhe travar a missão.
Quase de forma endiabrada, o campeão em título encontrou o nível na resposta a partir do segundo set e já não olhou para trás, melhorando tudo o resto em catadupa para construir a recuperação de olhos fechados e assinar a nona vitória consecutiva no US Open, 16.ª em torneios do Grand Slam.
A derrota de Jaime Faria deixa o US Open sem representantes portugueses em singulares e atira para a variante de pares as esperanças lusas de mais vitórias: Nuno Borges (eliminado à primeira no plano individual) compete ao lado do australiano Rinky Hijikata e Francisco Cabral forma a dupla 16.ª cabeça de série com o norte-americano JJ Tracy.