A seleção portuguesa da Taça Davis viaja este domingo para El Salvador, onde no próximo fim de semana disputa o Grupo Mundial II da Taça Davis com os anfitriões. Para o capitão Rui Machado, esta é uma das melhores equipas lusas da história e não há dúvidas quanto ao objetivo.
“Vamos com a melhor equipa de Portugal no momento, que é uma das melhores da história, uma excelente equipa que está a obter grandes resultados”, garantiu o selecionador em declarações difundidas pela Federação Portuguesa de Ténis este domingo.
Nuno Borges (41.º ATP), Jaime Faria (72.º), Henrique Rocha (120.º) e Francisco Cabral (35.º de pares) compõem a seleção lusa que viaja para esta eliminatória com o único objetivo de “ganhar” e que, para Rui Machado, não deixa dúvidas: “Mesmo jogando fora, somos favoritos. No ténis tudo pode acontecer, mas nós vamos para ganhar. Para mim, como capitão, só há um caminho, o de vencer esta eliminatória. Jogar fora de casa é o fator determinante na Taça Davis, no entanto é sempre melhor jogar contra uma equipa menos cotada.”
El Salvador tem um único jogador com um ponto ATP de singulares (Juan Carlos Fuentes Vasquez ocupa o 2162.º posto do ranking) e tem como maior estrela o especialista de pares Marcelo Arevalo, número seis mundial aos 35 anos.
As maiores dificuldades de Portugal deverão, por isso, recair na “adaptação às condições, ao jet-lag e às viagens enormes, que pesam no rendimento.”
Sobre o quarteto que selecionou para esta viagem, abdicando de um quinto elemento, o ex-tenista algarvio e atual treinador destacou que “Nuno Borges é um jogador que quer muito jogar para a seleção, quer muito ganhar pela seleção e, muitas vezes, esse querer gigante faz com que ele coloque pressão a mais em si mesmo, mas acho que, com o amadurecimento, vai chegar ao ponto de conseguir produzir o melhor ténis.”
Acerca de Jaime Faria, o líder da equipa destacou que “teve uma subida extraordinária este ano e está a jogar muito bem e a ganhar encontros em quase todas as alturas do ano”, já de Henrique Rocha recordou que “é um grande jogador e um grande jogador de Taça Davis, consegue produzir o melhor ténis pela seleção e não tem derrotas, é uma arma gigante da nossa equipa.”
Terminando com Francisco Cabral, Rui Machado comentou que o especialista de pares portuense “tem sido muito consistente e tem apresentado grande nível nos pares, é muito importante porque na Taça Davis 20% do resultado vem do encontro de pares e isso faz a diferença.”