Rookie Brantmeier desafia habitué Timofeeva na final do Eupago Porto Open

Diego Maranhão/Eupago Porto Open

PORTO — Maria Timofeeva e Reese Brantmeier são as finalistas da segunda edição do Eupago Porto Open como WTA 125. Na invicta, a cabeça de cartaz será desafiada por uma rookie com asterisco e a resistente sucederá a Tereza Valentova na galeria de campeãs de um torneio com 28 capítulos.

Timofeeva é a número 85 do ranking WTA e chegou ao Monte Aventino como primeira cabeça de série. A russa naturalizada uzebeque não perdeu qualquer set nos primeiros três encontros da semana e pareceu encaminhada para o repetir na meia-final deste sábado, que liderou por 6-2 e 4-3 já com break frente a Mia Pohankova (212.ª).

Mas a eslovaca de 17 anos — jogou uma meia-final WTA 125 pela segunda semana consecutiva — não deitou a toalha ao chão e lutou durante 2h38 antes de ceder por 6-2, 6-7(3) e 6-3.

Esses parciais deram a Timofeeva a 16.ª vitória consecutiva em Portugal, país onde venceu os W100 da Figueira da Foz e W75 da Quinta do Lago em 2025.

“Portugal é, sem dúvida, o meu amuleto da sorte. Estou muito feliz por jogar mais uma final aqui”, começou por dizer numa conferência de imprensa em que fez eco à declaração de amor ao país que já tinha feito na entrevista em court.

“Ela é uma excelente competidora e eu sabia que ia ser duro até ao fim. Eu sei que o resultado pareceu favorável a uma dada altura, mas estava a precisar de batalhar muito por cada ponto e os jogos foram todos equilibrados. Não estava a ser fácil e ela conseguiu ganhar o momentum a meio do segundo set, porque nunca desiste. Fugiu-me e precisei de fazer um reset, mas estou muito feliz por ter conseguido voltar a insistir para alcançar mais uma final aqui”, acrescentou.

Já com dois WTA 125 ganhos esta temporada (o maior título do palmarés continua a ser o WTA 250 de Budapeste ganho como lucky loser em 2023), a favorita Timofeeva terá pela frente uma estreante.

Reese Brantmeier (385.ª) é nova nestas andanças por conta dos quatro anos passados no circuito universitário americano, mas aproveitou-os da melhor forma e foi campeã nacional por equipas (2023) e individual (2025) antes de abraçar o profissionalismo a tempo inteiro, já depois de ter sido uma júnior de topo.

Agora, joga pela primeira vez como profissional deste lado do Oceano Atlântico e o que começou como uma semana no qualifying transformou-se na final mais importante da carreira graças à melhor vitória: 6-3 e 6-0 contra uma exausta Sinja Kraus (95.ª), segunda favorita que na véspera precisou de mais de três horas para vencer e este sábado não teve estofo para resistir ao primeiro break.

“Estou mesmo muito feliz. É a minha maior final até agora e é para isto que trabalho todos os dias, por isso estou mesmo muito entusiasmada”, revelou a jovem natural do Wisconsin.

“Os primeiros jogos foram equilibrados, mas quando consegui ter a minha primeira oportunidade para fazer o break ela perdeu alguma confiança no serviço e isso deu-me mais e mais oportunidades. Mantive-me bem no serviço e essa acabou por ser a chave”, acrescentou.

Maria Timofeeva e Reese Brantmeier nunca mediram forças e seguirão caminhos diferentes após a final deste domingo: a uzbeque seguirá direta para o WTA 1000 de Pequim, abdicando por boas razões da defesa do título no W75 da Quinta do Lago onde estará a americana.c

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