Duas semanas depois de celebrar na invicta, de onde é natural, Henrique Rocha tem mais uma oportunidade de fazer a festa em casa, ou não fosse ele um dos “filhos da Maia”, cidade que fez dele tenista e que esta semana o pode ver tornar-se no nono português a chegar ao top 100 do ranking ATP.
Numa nova data, novamente dentro da janela de apuramento para o Australian Open, o Maia Open é o oitavo Challenger do ano a acontecer em Portugal e o terceiro de uma série de quatro consecutivos, mantendo a categoria 100 que detém desde 2023.
Este ano é, sobretudo, um possível palco de história sem precedentes para o ténis nacional, pois nunca um português garantiu, em casa, a estreia no top 100.
Nuno Marques e Gastão Elias até celebraram a ocasião em Portugal, ambos em pleno Estoril Open, mas fruto de resultados das semanas anteriores: o portuense — o primeiro a alcançar a elite mundial — chegou de um Challenger em San Luis Potosi com o triunfo necessário para entrar no top 100, o lourinhanense conseguiu-o graças ao título num Challenger em Turim, Itália.
As contas de Henrique Rocha na Maia: uma vitória não chega, duas (quartos de final) ou três (meias-finais) colocam-no virtualmente dentro do top 100, mas dependente de terceiros. O apuramento para a final acabaria com as dúvidas.