Bianca Andreescu, atual número 168 do Mundo, apresentou-se ao estrelato muito cedo. Aos 19 anos, foi à casa da campeoníssima Serena Williams, o US Open, batê-la para se tornar na primeira teenage champion do Grand Slam desde que Maria Sharapova vencera o mesmo torneio, em 2006, e na primeira a vencer o torneio norte-americano na primeira participaçâo no quadro principal.
A jovem canadiana, hoje com 26 anos, parecia lançada para uma carreira que estaria destinada a ter, por esta altura, mais alguns torneios Major na vitrine. O ténis, porém, é esta montanha-russa de emoções, que escreve direito por linhas tortas e vice-versa. A jornada de Andreescu até aos dias de hoje foi tudo menos aquilo à qual era apontada quando chocou o Mundo ao bater Serena Williams num lotado Arthur Ashe Stadium. Ao desafio de manter a consistência agora que chegara ao topo, algo por si só já difícil, Bianca Andreescu juntou-lhe um desafio inesperado: a batalha com os constantes problemas físicos que a foram impedindo de ter continuidade no circuito.
Sete anos depois do maior título da carreira, Andreescu somou, este domingo, a maior conquista desde a grandiosa noite nova-iorquina. Essa vitória chegou, imagine-se, num evento da categoria WTA 125. Em Rovereto, Itália, Bianca Andreescu superou Dominika Salkova (120.ª WTA) por 7-6(2) e 6-2, em piso rápido coberto. Levantou o terceiro título do ano — venceu um ITF W35 em Bradenton e um ITF W75 em Vero Beach em janeiro — e o maior das últimas temporadas.
Ex-número quatro mundial, Andreescu tem agora prevista a subida ao 132.º posto na hierarquia. Uma escalada de 36 lugares que vem à boleia de, por fim, o prémio que a canadiana procurava numa temporada onde deu um passo atrás ao circuito ITF para tentar voltar a fazer a caminhada até ao topo, na esperança de que os percalços tenham ficado definitivamente no passado.