ATP 250 de Bruxelas altera de recinto a meio da semana e decisão gera críticas

Daniel Baltazar Basto

BRUXELAS — Uma agenda muito preenchida no Brussels Expo há muito que ditava que o ATP 250 de Bruxelas ia ter de mudar de casa a meio do torneio e a metamorfose aconteceu esta sexta-feira. O episódio inédito obrigou que a organização transferisse o court central para o mais destacado pavilhão do complexo criado para a Exposição Universal de 1935.

Até quinta-feira à noite, a ação desenrolou-se na renovada ING Arena — o Palais 12 do recinto multiuso — e até teve como ponto alto a despedida do ténis do ex-número sete David Goffin. Da noite para o dia, numa questão de horas, tudo passou a acontecer no Palais 5 — o mais imponente pavilhão central, que tem o Atomium como plano de fundo.

A razão para esta mudança insólita entre os dois palcos adjacentes justifica-se com a reserva deste fim de semana para eventos musicais que requerem uma melhor acústica e considerável maior capacidade de lotação. No sábado atua o rapper PLK, no domingo o duo Djadja & Dinaz, numa programação a fechar com chave de ouro, na segunda-feira, com Duran Duran.

A decisão forçada não gerou, claro está, um consenso. E não foi preciso esperar muito para surgirem as primeiras reações negativas: Tallon Griekspoor, antes de bater o segundo favorito Jiri Lehecka, criticou a mudança de condições, mais concretamente em termos de dimensão do court:

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