BRUXELAS — Tallon Griekspoor (60.º) tinha sido um dos críticos da insólita mudança de recinto a meio do torneio em Bruxelas, mas a verdade é que só tem razões para festejar ao apurar-se este sábado para a final do torneio belga.
A competir num ambiente que bem conhece — Bruxelas é uma das suas “casas” de treino e fica a menos de uma hora dos Países Baixos —, o neerlandês foi mais forte do que o terceiro cabeça de série Francisco Cerúndolo (21.º) e concluiu o plano de reviravolta para vencer por 2-6, 6-3 e 7-6(4).
O primeiro parcial foi de sentido único para um mais virtuoso jogador sul-americano, que em apenas meia-hora ficou a meio caminho de uma vitória que se parecia figurar cada vez mais. Mas Cerúndolo sofreu uma quebra de ritmo numa das fases mais decisivas e abriu o espaço que Griekspoor explorav para poder inverter o cenário.
Num estilo de jogo muito assente na estratégia de subida à rede, Griekspoor foi pontuando mais do que o concorrente e, por entre as não raras aparições de pombos que sobrevoavam o recinto coberto, conquistou o segundo set.
No terceiro, foi Cerúndolo quem se parecia encaminhar uma vez mais para desfazer as hesitações e concluir a tarefa, mas o argentino voltou a apresentar debilidades nos momentos-chave. Griekspoor demonstrou maior audácia para celebrar no tie-break final.
Tallon Griekspoor alcança na Brussels Expo a sétima final da carreira no ATP Tour e persegue este domingo um eventual quarto título, frente a Arthur Fils ou Jan-Lennard Struff. Sobre os comentários que fizera durante o encontro anterior acerca da mudança de palco, o neerlandês manifestou ao Raquetc: “Acho que é algo especial mudar de courts a meio do torneio, deve ser a primeira vez de sempre que isto acontece. O court parece-me igual, a única coisa de que me queixo é da mudança de dimensões, porque este court é mais largo e comprido. Foi difícil adaptar-me, mas parece que lidei bem com isso hoje.”