PARIS – Jaime Faria (57º) não conseguiu ir mais além do que a estreia na primeira vez a competir no Masters 1000 de Paris e deixou cair por terra o sonho de apuramento para o quadro principal. O número dois nacional perdeu na primeira ronda do qualifying diante do australiano Rinky Hijikata (85.º), numa partida resolvida por 6-3 e 6-4.
Num arranque de partida que contou com as bancadas plenamente lotadas no modesto Court 3, Faria tremeu ao segundo jogo de serviço e isso foi o necessário para Hijikata conduzir o rumo a seu favor e vencer um primeiro parcial onde o português não dispôs de quaisquer oportunidades de break.
A receita foi a mesma para o jogador dos antípodas e, na abertura da segunda partida, foi quem voltou a escalar para a liderança. Desta feita, Faria teve nas mãos a hipótese de eliminar o fosso, mas não converteu a quebra de serviço — que se viria a confirmar única durante todo o encontro — e o australiano agarrou-se à falta de concretização de oportunidades do atleta luso nos jogos de resposta para conquistar a vitória.
Numa semana em que até poderia alcançar pela primeira vez o estatuto de número um nacional, Jaime Faria despede-se de forma precoce da Plenitude Arena e alarga para cinco o número de encontros consecutivos sem vencer. Esta experiência simbolizou a sétima participação a nível ATP Masters 1000 — em seis torneios diferentes.
À procura de tentar vingar a derrota do compatriota surge Nuno Borges: o número um português regressa esta tarde à ação menos de 24 horas depois de ter perdido em Basileia e persegue o primeiro triunfo da carreira no piso rápido de Paris, com duelo marcado com o veterano da casa Adrian Mannarino.
Quanto a Jaime Faria, que falha o apuramento para o quadro principal no nono e último Masters 1000 da temporada, tem ainda um derradeiro destino no circuito antes de concluir 2026: é um dos inscritos no ATP 250 de Estocolmo, na próxima semana.