O italiano Matteo Trevisan, actual 362º colocado da hierarquia individual do ATP World Tour, que conquistou no passado sábado o Future de Pontedera, em Itália, veio a público criticar os valores monetários em vigor no circuito secundário do ténis mundial, mais concretamente nas provas de categoria Future.
Antigo top-270, o transalpino de 24 anos revelou, em entrevista ao site italiano Livetennis, o quão difícil é para um atleta com o seu ranking suportar os vários custos inerentes à modalidade e afirmou ainda que os prémios oferecidos nos torneios inferiores são demasiado baixos em comparação com provas de outros escalões.
“Com o triunfo neste Future [Pontedera] só ganhei 840 euros e como resido perto de Pontedera não tive gastos adicionais”, começou por salientar o italiano, que acrescentou: “Existe um problema com os torneios Future. Há vários jogadores com bastante potencial, mas que não recebem qualquer ajuda financeira e por isso não conseguem progredir. O custo de vida e o alojamento, dependendo do torneio, é muito elevado e por vezes inalcançável. Para um jogador fora do top-200 não há muito que possa fazer a não ser reclamar. A solução tem que vir de cima”, comentou.
De resto, o prize-money das provas de ténis um pouco por todo o mundo é um tema que já vem sendo discutido há vários anos. No entanto, se por um lado os torneios Major vão estabelecendo aumentos dos prémios monetários com alguma frequência, as competições da divisão inferior do ténis não se podem queixar da mesma sorte.
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