Kitzbühel com final de sonho

É o último torneio da temporada em terra batida e, também, o último antes de todos os atletas rumarem aos Estados Unidos, onde já a partir da próxima semana tem início uma série de Masters que apenas termina com a disputa do quarto e último Major da época. Por isso, a final que se desejava era exigente e assim será: de um lado estará o herói local, Dominic Thiem, e do outro o tenista sensação do momento, David Goffin. Ambos nasceram, já, na década de 90.
Com apenas vinte anos, Dominic Thiem foi forçado a uma jornada dupla depois de vencer o segundo cabeça de série Marcel Granollers (6-4 7-5) no encontro inaugural da jornada, mas nem por isso se mostrou menos fresco a nível físico e conseguiu regressar ao court com sucesso para vencer Juan Monaco pelos parciais de 6-3 6-1.
Muito apoiado pelo tenista local, o jovem austríaco venceu então 82% dos pontos disputados no seu serviço frente ao argentino para carimbar o triunfo e apuramento para a primeira final da sua carreira em apenas 59′ minutos. 
Na jornada de amanhã, visto que o torneio é desenvolvido tendo como linha limite a jornada de sábado, o adversário será o belga David Goffin, tenista sensação que somou a sua 19ª vitória consecutiva para se apurar para a sua quarta final em quatro semanas: depois de três títulos no circuito Challenger, o único belga presente no top100 derrotou então Maximo Gonzalez por 5-7 6-4 6-3, perdendo o seu primeiro set desde Wimbledon.
“Não esperava estar na final esta semana, ter 19 vitórias consecutivas é inacreditável. Depois do terceiro Challenger, em Tampere, estava um pouco cansado mas joguei com confiança. Vim aqui sem saber como iria estar a nível físico, mas joguei bem, estou relaxado e desenvolvi a minha confiança”, comentou Goffin após a vitória que lhe dá acesso à primeira decisão da sua carreira.
A final deste sábado será, então, inédita para ambos os jogadores, que irão seja qual for o resultado registar subidas significativas na tabela ATP: Thiem subirá, com o vice-campeonato, ao 46º posto (a sua melhor classificação de sempre), enquanto Goffin – #42 em 2012 – tem já garantida a ascensão ao 56º lugar.
Fotografia: Divulgação
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