Esta podia ser uma semana de decisões. De história. Depois de quatro finais perdidas, Novak Djokovic precisava ‘apenas’ de se estrear a vencer o torneio de Cincinnati para se tornar no primeiro jogador da história a conquistar todos os ATP Masters 1000. No entanto, Tommy Robredo estragou (e adiou) a festa ao número um mundial, numa jornada onde também Andy Murray e Roger Federer estiveram perto da derrota.
Desde a vitória em Wimbledon, Novak Djokovic não havia conseguido alinhar qualquer exibição convivente e, depois da derrota para Jo-Wilfried Tsonga em Toronto, procurava cumprir com sucesso um dos seus objectivos do verão norte-americano. No entanto, foi surpreendido por um inspirado Tommy Robredo que, a fazer lembrar o upset de 2013 no US Open (em que derrotou Federer), venceu ao cabo de apenas dois parciais, 7-6(5) 7-5.
Actualmente no vigésimo posto da hierarquia individual masculina, o tenista espanhol mostrou-se mais sólido nas batalhas de média duração (5-9 pancadas, vencendo 31 dos 46 pontos disputados nessas condições) para progredir em direcção àquela que foi apenas a sua segunda vitória sobre um número 1 mundial – a primeira desde que, em 2003(!) levou a melhor perante Lleyton Hewitt.
“Aconteceu apenas em 13, 14 anos da minha carreira, portanto tenho de estar muito contente, mas claro que neste momento ainda estou no torneio pelo que a prioridade é continuar a tentar vencer”, começou por afirmar Robredo após a sua histórica vitória. “Quando tiver terminado a minha carreira e estiver em casa com amigos, vou lembrar-me de dias como este. Venci o Hewitt em Paris há muito tempo, agora derrotei o Djokovic; no ano passado venci o Roger num grande jogo do US Open – estes encontros vão estar na minha memória por muitos anos.”
Já antes de Djokovic, mas no Grandstand, tudo indicava que a primeira surpresa do dia iria ser protagonizada por um norte-americano, dado que John Isner chegou a dispor de dois match points para derrotar Andy Murray. No entanto, o britânico conseguiu recuperar de um jogo de serviço menos positivo para sair vencedor por 6-7(3) 6-4 7-6(2), partindo assim para um encontro com Roger Federer – que derrotou Gael Monfils por 6-4 4-6 6-3.
O embate de hoje, com encontro marcado para as 00h em Portugal Continental, será, aliás, o vigésimo segundo da história entre dois dos elementos do ‘Big Four’, com Murray a liderar por 11-10: já este ano, no Australian Open, foi o suíço quem levou a melhor, sendo que o britânico conquistou todos os seus triunfos sobre piso rápido.
