Alexandr Dolgopolov descreve como é jogar frente a Federer, Nadal e Djokovic

Fotografia: AELTC/Eddie Keogh

Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic são jogadores que a maior parte dos amantes da modalidade admiram. No entanto, para os seus adversários são um verdadeiro quebra cabeças. Quem o afirma é Alexandr Dolgopolov.

Citado pelo website Tennis World, o número um ucraniano foi desafiado a descrever como é jogar frente a estes três ‘monstros’ da modalidade. Sobre Federer, o atual número 38 mundial afirma que o suíço é o mais complicado dos três, muito por causa do tempo que este retira em cada bola.

“O Federer joga muito rápido. Isso não é visível pela televisão, pois tudo é demasiado suave, mas na realidade tudo acontece muito mais rápido no court. Tudo por causa da técnica e movimentos que ele faz, o que faz parecer tudo bastante fácil e simples”, justificou.

“No court acontece tudo muito rápido. Não tens tempo para jogar, ele retira-te muito tempo. Não sei como lidar com o jogo dele, por isso jogar contra ele é o mais complicado. Se jogássemos um jogo de treino ainda ganharia uns sets, mas nos jogos teria zero hipóteses”, admitiu o tenista de 29 anos que em 5 encontros nunca venceu um parcial ao número dois mundial.

Quanto a Nadal, há dois aspetos que o tornam especialmente complicado comparando com a generalidade dos jogadores. Apesar desses aspetos, Dolgopolov vê no atual lider do ranking mundial mais facilidades quando se joga em superfícies mais rápidas.

“Os pontos fortes do Rafael Nadal são o spin frenético que coloca em cada bola e o facto de ser canhoto. Devido a essa rotação, ele não precisa de fazer nada durante metade dos encontros. Ele acelera para a esquerda dos adversários e a maior parte dos jogadores não consegue lidar com isso, principalmente aqueles que não têm uma grande esquerda. O Nadal vence muitos jogos por causa disto”, começa por dizer, apontando de seguida a relva como a superfície onde o seu jogo menos encaixa.

“Já na relva é mais fácil de jogar. O seu peso de bola já não interfere tanto como em terra ou em piso rápido”, considerou.

Por fim, Djokovic é para o tenista de 29 anos o mais estável em quase todos os aspetos do jogo. “O Novak Djokovic é o mais estável. Ele não é propenso ao erro. Joga a vários ritmos e isso muda um pouco. Sabe jogar muito bem com as linhas e cobrir as trajetórias. A maior parte dos jogadores joga em diagonais, mas atinge a linha poucas vezes. O Djokovic fá-lo com mais regularidade”, destacou o tenista natural de Kiev.

“É complicado. A maior parte dos jogadores está habituado a receber bolas não muito desviadas do court, pois regra geral, a bola não costuma fugir muito. Quando vai às linhas geralmente é quando queres fazer um winner para fechar o ponto. Mas o Djokovic, ao contrário dos outros, joga com as linhas. Não é comum e são obtidas novas trajetórias”, concluiu sobre o tenista sérvio.

Frente a frente entre Dolgopolov e os três jogadores descritos:

  • Frente a Federer: 0-5 (sem vencer qualquer set)
  • Frente a Nadal: 2-7 (os encontros perdidos foram todos em parciais diretos)
  • Frente a Djokovic: 0-5 (apenas duas derrotas em parciais diretos)
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