Romain Barbosa, 754º colocado do ranking mundial, sagrou-se esta tarde vice-campeão do torneio de 10 mil dólares de Elvas, evento de categoria “Future” organizado pela Associação de Ténis do Alentejo e que decorreu nos courts de piso duro ao ar livre do Clube Escola de Ténis de Elvas.
A disputar a sua primeira final de carreira em singulares, o luso-belga de 20 anos não foi capaz de contrariar as hierarquias pré-estabelecidas e acabou derrotado frente ao espanhol Ricardo Ojeda Lara, 3º cabeça de série e 430º ATP, por 6-1 6-3. Recorde-se que Barbosa havia levado a melhor na segunda ronda do torneio de Oliveira de Azeméis, em Outubro.
Numa final praticamente de sentido único, o espanhol mostrou-se sempre mais acutilante nos vários domínios do jogo, designadamente no capítulo dos pontos de break ao concretizar quatro em sete, ao passo que Barbosa desperdiçou as seis oportunidades que teve à sua disposição.
Apesar do desaire, o pupilo de Pedro Felner sai de Elvas com dez pontos para o ranking ATP e com o troféu de campeão de pares conquistado ao lado de Leonardo Tavares.
O torneio de Elvas encerra assim uma série de várias provas “Future” – Castelo Branco, Oliveira de Azeméis, Porto e Açores (2) – disputadas em solo português nos últimos meses.
Esteve em Elvas? A analise do jogo podia ser mais aprofundada… Os “local” comentam o que viram mas sem um conhecimento do passado recente e do potencial dos jogadores… “Pequenas” nuances do jogo fazem toda a diferença!!! O Barbosa fez um grande torneio! Hoje ficou claro que uma diferença acentuada das pancadas de fundo (esquerda e direita), a este nível, compromete o desfecho final!!! Um campeão de “Future s” tem de “jogar no campo todo” quer com a esquerda quer com a direita, a um ritmo elevado!!!
Caro Miguel,
Nem eu, nem qualquer outro elemento do Ténis Portugal marcou presença em Elvas. A equipa é formada por pessoas de vários pontos do país, mas infelizmente ninguém reside na zona do Alentejo e, nesse sentido, a cobertura realizada foi a possível que, ainda assim, estou em crer – e acredito que o Miguel também – que foi bastante boa, modéstia à parte.
O Romain fez um grande torneio, concordo consigo. Na verdade, também ninguém disse o contrário.