Se há título que falta a Roger Federer é o da Taça Davis. Com dezassete troféus de campeão do Grand Slam conquistados e oito outros de vice-campeão, o suíço conta no seu palmarés com 82 taças de campeão. Fez história em todas as provas… Menos numa: a Taça Davis. A maior competição internacional anual por equipas do mundo do desporto nunca foi uma prioridade para Federer até que, em 2014, se empenhou e, ao lado de Stanislas Wawrinka, colocou o seu país na final. Agora, lesionado, coloca o mundo do ténis em completo desconhecimento.
Com trinta e três anos, o tenista helvético surpreendeu ao anunciar a sua desistência da final do ATP World Tour Finals no passado domingo. A razão? Um ‘jeito’ nas costas sentido durante o tiebreak do terceiro e último parcial da meia-final frente ao seu compatriota. O ténis cedeu, como é pouco habitual, aos rumores e polémica. Vestiu uma capa que não é a sua e viaja por caminhos que lhe são desconhecidos.
De regresso à normalidade, ao que no panorama tenístico do que ainda resta disputar nesta temporada de 2014, a Suíça está em suspenso. Mais do que certezas., surgem dúvidas. Muitas e, até agora, nenhuma positiva para o lado da equipa visitante. É que, se Federer (agora lesionado) e Wawrinka estiveram até ao fim na O2 Arena, de Londres, o conjunto gaulês está há duas semanas a competir entre si e a preparar a final, que se disputa em Lille entre 21 e 23 de novembro.
Em condições normais, seria de esperar que ambos os conjuntos se apresentassem em boa forma: enquanto ao conjunto ‘da casa’ combate a falta de jogos oficiais com um estágio composto por seis jogadores, os helvétcos aproveitavam os bons momentos de Federer e Wawrinka para ganhar ritmo competitivo onde o é mais fácil: dentro do campo, em jogos oficiais. A situação física de Federer vem, no entanto, adicionar um outro fator à luta que agora começa de forma antecipada.
Sem tempo a perder, a equipa médica da Seleção Suíça da Taça Davis viajou para Londres onde, juntamente com o conjunto técnico de Federer, foi feita uma primeira avaliação. Já esta segunda-feira, os helvéticos viajaram para França e, aí sim, serão tomadas decisões. Segundo avança Severin Luthi, capitão da equipa na Taça Davis e treinador de Federer, nada será anunciado antes da conferência de imprensa desta terça-feira. Até lá, ou mesmo até à entrada dos atletas em campo, na sexta (quem sabe…) continuaremos assim: no completo desconhecido.