Carlos Moya: “Os únicos momentos negativos em 2017 foram Paris e Londres”

2017 foi um ano de sucesso para Rafael Nadal e, consequentemente, para Carlos Moya. O ex-tenista foi contratado pelo maiorquino para assumir funções de treinador e dificilmente poderia ter tido uma melhor experiência. Agora, com o ano a acabar, reflete em entrevista ao website oficial da ATP sobre este primeiro ano como técnico do compatriota.

“Foi um ano espetacular. Não podia pedir muito mais em todos os níveis, quer desportivo, quer profissional, quer pessoal. No começo do ano disse que este ia ser o maior desafio que eu ia enfrentar enquanto treinador. Afinal, o que é que pode ser melhor do que isto? Nada. Como experiência, nada pode superar a experiência que estou a viver agora, quer em termos de resultados quer por fazer parte da equipa do Rafa. Fazer parte da equipa do número 1 do mundo, que também é um dos meus melhores amigos e com quem já experienciei tanta coisa… Há pouco mais que possa pedir”, reconhece Moya.

No entanto, o ex-tenista espanhol afirma que “nada supera aquilo que alcanças enquanto jogador. Nada vai superar ter ganho um torneio do Grand Slam ou tornar-me número 1 do mundo. Mas agora que já não competir enquanto jogador, tento ser o melhor jogador de equipa possível para que o Rafa se possa tornar no melhor jogador possível.”

2018 será um ano inédito na vida de Rafael Nadal, isto porque o seu tio, Toni, vai deixar de o acompanhar pelo circuito para se dedicar em exclusivo à gestão da academia. Apesar disso, Carlos Moya diz ter “a certeza de que ele estará disponível se o Rafa precisar de alguma coisa. Mesmo para mim, sem dúvida que o Toni estará lá para nós se for necessário.”

E porque em 2017 poucas vezes o viu perder, Moya diz que “em 2017, os únicos momentos negativos foram Paris-Bercy e o Nitto ATP Finals, em Londres. Com base no que ele jogou ao longo do ano, o Rafa podia ter ganho os dois torneios, dois que nunca ganhou. Teria sido um grande feito, mas acho que seria pedir demasiado dele.”

É possível repetir 2017?

Para além de Nadal, um outro jogador esteve em grande destaque no último ano: Roger Federer. E, para Carlos Moya, “vai ser muito difícil” alguém conseguir repetir o ano que o espanhol e o suíço protagonizaram. Como diz, “eles fizeram com que parecesse fácil, mas não foi.”

E Carlos Moya vai mais longe. O espanhol de 41 anos afirma mesmo que “também não vai ser fácil” ver os dois primeiros classificados do ranking repetirem a forma desta última época, até porque “há espaço para que possam continuar a evoluir, sim, mas de ano para ano há cada vez menos espaço para o fazerem, por isso o desafio é anteciparem situações e estarem sempre um passo à frente.”

Tal como em relação às capacidades do seu pupilo, também no que diz respeito à longevidade Carlos Moya se mostra otimista: “O Rafa ainda tem alguns anos pela frente, talvez cinco”. Ora, é o próprio a dizer que não se vê a jogar com essa idade, mas… Veremos.

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