A cerca de quatro meses de celebrar o seu 32.º aniversário, Rafael Nadal está naquela fase da carreira em que decide onde e quando quer jogar. Dono de um palmarés invejável mas ainda assim sedento de vitórias, o maiorquino assegurou esta segunda-feira que, na próxima época, só participará nos torneios que realmente o atraiam e que o deixem feliz a fazer aquilo que mais gosta.
“Eu irei jogar os torneios que eu e a minha equipa considerarmos adequados para manter um nível alto de jogo e aqueles que me façam feliz. Estou com 31 anos e com uma carreira satisfatória que me dá a capacidade de escolher quando jogo e quando não jogo. Se sentir vontade e me fizer feliz jogar um torneio, é isso que farei, independentemente dos meus rivais”, afirmou o líder do ranking, à margem da inauguração de uma Clínica MAPFRE, em Madrid.
A participação no torneio de Acapulco não está em causa, pelo menos neste momento, apesar da lesão contraída em Melbourne. Até porque, como o próprio reconhece, a recuperação “está no bom caminho”. “É uma pequena lesão que obriga a algum tempo de descanso e recuperação, e é isso que tenho feito. Também temos trabalhado no sentido de reduzir tanto quanto possível o tempo de recuperação, pelo que mantenho o plano de competir no México”, salientou.
Inevitavelmente, a desistência nos quartos de final do Australian Open voltou a ser tema de conversa, ao qual Nadal não fugiu. “Estava a jogar bem e tinha uma boa oportunidade. Mas tenho que aceitar o que aconteceu e olhar em frente, sem arrependimentos. Já passei por situações semelhantes ao longo da minha carreira e o caminho é sempre o mesmo: levantar e continuar a trabalhar”, apontou.