Esteve em risco o início de época de Benoit Paire, mas a verdade é que o francês lá vai lidando com os crónicos problemas nas costas. Depois de ter chegado às meias-finais em Pune (recebeu um wild card para o quadro principal) e em Syndey, foi derrotado à primeira no Australian Open, num torneio em que jogou algo debilitado, segundo o próprio.
“Lesionei-me no abdómen durante o torneio de Sydney e joguei um pouco debilitado em Melbourne. Quando voltei para a Europa, estive sem treinar durante uma semana, tendo regressado ao trabalho na semana passada, na Suíça, onde realizei três sessões de treino com Stan [Wawrinka]”, contou o talentoso tenista francês, ao L’Équipe, no seguimento da vitória (6-4 e 6-4) averbada diante Mischa Zverev, esta segunda-feira, em Montpellier.
No entanto, os problemas nas costas voltaram a dar sinal. “Depois do terceiro treino, voltei a sentir dor nas costas. Decidi vir para aqui um pouco mais cedo para fazer algum trabalho de recuperação com Stéphane Vivier, o fisioterapeuta da ATP [trabalhou com Federer durante vários anos]. Mas é difícil explicar os meus problemas nas costas. Na verdade, os músculos contraem-se e eu tenho que relaxar todos os dias, com muito cuidado. Recebi uma infiltração no final da época passada, mas de facto não há muito mais a fazer”, admitiu.
Foi com natural satisfação que Paire, finalista vencido da prova em 2013, comentou o triunfo frente ao mais velho dos irmãos Zverev. “Estou feliz com esta vitória, pois Mischa é um jogador difícil de defrontar. Joguei de forma descontraída e fui muito sólido nos momentos certos”, analisou o antigo 18.º do ranking, que registou um break em cada set (ambos ao décimo jogo). Segue-se Yuichi Sugita ou John Millman.