Michael Stich, campeão de Wimbledon em 1991, foi o mais recente convidado do Beyond the Baseline Podcast, uma rubrica dirigida por Jon Wertheim, editor executivo do Sports Illustrated, e que tem como objetivo ouvir os campeões e campeãs do passado e da atualidade.
Durante essa mesma rubrica o ex-tenista alemão abordou o modo como encarava cada encontro e as adaptações que tinha de fazer quando o resultado não pendia para o seu lado.
“Tinha uma filosofia: se perdesse o primeiro set, digamos, 6-2, e visse que as minhas táticas não estavam a funcionar, tentava algo diferente. Não interessava perder 6-2 ou 7-6. Perder era sempre um mau resultado”, disse o ex-número dois mundial, comparando as suas filosofias com os jogadores de hoje em dia, em especial os que enfrentam grandes tenistas, como é o caso de Roger Federer.
“Por isso eu tentava algo de modo a dar-me a mim a hipótese de vencer. Quando os jogadores saem do court após perder com o Federer e dizem ‘foi um prazer perder contra o Roger Federer’, eu sinto-me do género: por favor…”, contestou.
“Não é essa a competição que queres ter num court de ténis. Não interessa o quão bom o outro tipo é, tens de tomar alguns riscos. Tens de sair da tua zona de conforto e tentar algo. Se perderes, bem, fazes melhor para a próxima”, finalizou sobre o tema em questão.