A infelicidade bateu, mais uma vez, à porta de Stan Wawrinka. Tudo aconteceu durante o encontro referente aos oitavos de final do Open 13 realizado na cidade de Marselha. Durante o segundo set, o suíço ressentiu-se da mesma lesão no joelho que já o tinha atormentado antes, sendo assim obrigado a abandonar prematuramente o duelo (ver aqui).
Após se recompor, procedeu às averiguações preliminares sobre o sucedido tecendo de seguida os primeiros comentários. Segundo o próprio, nas sessões de treino anteriores à partida, nada fazia prever problemas de maior relativamente ao seu joelho.
“Sinceramente, os últimos dois treinos foram muito bons. Fiquei surpreendido e achei que caminhava na direção certa. Fora dos jogos, vejo que [o joelho] progride bem todos os dias. Mas depois, nos jogos, as circunstâncias são sempre um pouco diferentes por causa da tensão, do nervosismo, da vontade de fazer bem e das hesitações“, começou por dizer, em conversa com jornalistas do L’Equipe.

Embora tenha resistido até ao segundo set, Wawrinka refere que o momento chave que tornou a sua desistência inevitável teve lugar a meio do primeiro. “Quando estava 3-3, fiz um vólei de direita e isso afetou o joelho um pouco. Senti toda a musculatura realmente tensa, como se tivesse regressado umas semanas atrás. Não conseguia dobrar o joelho e tornou-se difícil fazer o que queria”, explicou.
Quando questionado sobre o seu estado de espírito após um momento tão duro como o que atravessou, o ex-número três mundial não esconde a frustração. “São tempos difíceis, sinto dificuldades. São períodos, semanas, que começam a tornar-se difíceis. Mas tenho de me focar naquilo que encontro de positivo todos os dias, seja no meu jogo, na aptidão física ou nos movimentos. E continuar a trabalhar, simplesmente”, confessou.
No que toca a projeções relativamente ao tempo que irá ficar afastado dos courts, a experiência de Stan The Man diz-lhe que nestes casos de maior gravidade, a precipitação é apenas e só sua inimiga. “Com a lesão que sofri, levou algum tempo até voltar a 100%. Quando olho para Sófia ou mesmo para Roterdão sinto que estava a ir na direção certa. Estava à espera de dar continuidade, mas não foi o caso. Quando se regressa de uma lesão assim, nunca se pode ter a certeza que estamos a fazer o necessário“, concluiu.