Jean-François Caujolle é o homem forte do Open 13 Provence, um dos mais reputados torneios de categoria 250 do calendário profissional masculino. Ao longo do tempo, a prova da cidade de Marselha tem reunido um conjunto de características que lhe confere a rara capacidade de atrair jogadores de topo para o seu quadro. Foi este e outros pontos relacionados com o torneio, que o diretor do mesmo abordou em entrevista ao jornal local La Marseillaise.
Os motivos do sucesso? Esses são diversos. Contudo, Jean-François destaca a qualidade e o desenvolvimento contínuo de talento francês.
“Pouco a pouco tivemos a sorte de ter jogadores que marcaram a história do Open 13, jogadores franceses regulares como Arnaud Clément, Sébastien Grosjean, Richard Gasquet ou Gael Monfils. E também Roger Federer, Rafael Nadal, Novak Djokovic e Andy Murray. Outras razões que explicam podem ser a nossa posição favorável no calendário, a boa imagem do torneio e a capacidade de atrair jovens talentos devido à confiança concedida no inicio”, começou por explicar.
Entre vários momentos marcantes, o dirigente recorda um em especial que teve Roger Federer como protagonista. “No primeiro ano ele bateu o número dois Carlos Moya. Nesse momento lembro-me de ele me dizer que voltaria gratuitamente caso se tornasse número 1. Federer é um momento de felicidade e sorte para o ténis, e mesmo para o desporto em geral. Para mim, ele é o maior de todos os campeões. O que ele alcançou é fora do comum”, elogiou.
Outra personalidade que não escapou à conversa foi o campeão de 2016, Nick Kyrgios. Jean-François tem uma opinião bem formada sobre o irreverente australiano. “A sua primeira qualidade é o carisma. Tem um temperamento ardente com altos e baixos. Se ele fosse um pouco mais calmo, mentalmente mais estruturado, ele seria o número um do mundo. É o mesmo caso do Ilie Nastase ou do Gael Monfils. Mas, o Federer também era nervoso e irritado porque não atingia a perfeição. Depois trabalhou consigo mesmo e tornou-se mais calmo no court“, referiu concluindo.