Federer inabalável apesar da derrota: “A reforma pode esperar. Estou a desfrutar da ‘viagem'”

Federer Indian Wells 18
Fotografia: BNP Paribas Open

Não há como negar: Roger Federer é um campeão. Seja nas inúmeras ocasiões em que triunfa e ergue troféus, seja quando sai derrotado assumindo um papel secundário onde observa o seu adversário a desfrutar o momento de glória. Nos raros momentos em que tal se sucede, o suíço prima pela serenidade e o cavalheirismo. Isto é, não deixando de sentir o inevitável peso de uma final perdida, encara a situação com a confiança inabalável de uma verdadeira lenda do desporto.

Na zona de Palm Springs onde impera o estatuto e o luxo, foi a final do passado domingo que se elevou mais alto tornando tudo o resto insignificante. Após o incrível espetáculo protagonizado por dois dos melhores tenistas deste século, a celebração eufórica de Juan Martín del Potro tomou de assalto o deserto californiano ecoando inclusive entre os imponentes vales do Grand Canyon. À margem do extâse argentino, os vales da mente de Federer encontravam-se mais serenos, atravessando um processo de introspeção.

“Tenho estado satisfeito por muito tempo no tour. Desde que me tornei número um em 2004 e ganhei Wimbledon em 2003 a minha vida enquanto jogador de ténis ficou completa. Eram esses os meus sonhos enquanto miúdo”, começou por confessar citado pelo website do ATP World Tour. “É por isso que a reforma pode esperar. Estou apenas a desfrutar da ‘viagem’ no tour“, continuou.

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No que toca à final do Masters de Indian Wells, o campeoníssimo apresenta-se tranquilo e consciente de que não vai terminar todos os torneios abraçado ao troféu de campeão. “Penso que manter-me tranquilo durante os momentos difíceis é essencial. Porque vais sempre atravessar altos e baixos na carreira. Às vezes trata-se de um género de luta e o importante é rodeares-te das pessoas certas e sentires-te feliz com o que tens”, refletiu.

Ainda assim, como não poderia deixar de ser, Federer não deixa de sentir um sabor amargo por assistir ao fim da sua sequência de 17 vitórias consecutivas desde o inicio da temporada. “Sinto-me frustrado por deixar passar uma oportunidade como esta. A servir 40-15 eu provavelmente ganho qualquer jogo. Por isso dói durante algum tempo, mas não muito”, lamentou-se aludindo ao momento chave do terceiro set em que se encontrava a servir para vencer o torneio.

“Foi um fantástico encontro, sinceramente. Muito divertido e com grande intensidade. E também renhido e justo dentro do court. Foi o Juan Martín e eu a apreciar uma final em que jogámos um contra o outro”, concluiu, colocando agora o foco no segundo Masters 1000 do ano a ter lugar em Miami, onde irá disputar mais uma vez a defesa do título (defronta um qualifier na estreia).

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