Sete: e vão sete finais de carreira em torneios ATP para João Sousa, o melhor tenista português de todos os tempos, que este sábado derrotou Vasek Pospisil em dois sets para se apurar para o encontro decisivo no Valencia Open. À conversa com o Ténis Portugal, Frederico Marques — o treinador do número 46 mundial — diz que o seu pupilo tem vindo a jogador a um nível perto do top30 e revela querer “mais”.
“Foi mais uma vitória do João mas apenas uma vitória”, começou por dizer-nos Frederico Marques, que conta que a dupla “quer mais” para o encontro de amanhã, que João Sousa disputará já bem dentro do top40 mundial (#37), algo que não espanta o seu treinador. “Como tenho vindo a dizer nas últimas semanas, o João está com um nível competitivo perto do top30 e era uma questão de tempo até entrar nos primeiros quarenta.”
Para o técnico português, “o importante é ter estado sempre por cima do encontro e voltar a jogar muito bem tacticamente” frente mais um adversário do top50 mundial, o quarto que João Sousa derrotou esta semana. Amanhã, e depois de Gilles Muller, Benoit Paire, Pablo Cuevas e Vasek Pospisil, terá pela frente na final do ATP 250 espanhol ou Roberto Bautista-Agut ou Steve Johnson.
Sobre o percurso que tem vindo a fazer com João Sousa no circuito mundial, Frederico Marques diz acordar “todos os dias com a ambição de o ajudar a melhorar tecnicamente,tacticamente e mentalmente“ e que o título seria “importante porque são muitos pontos ganhos e fica no currículo do João”, mas não esconde que para si “o mais importante é vencer todos os dias as batalhas nos treinos, evoluir como jogador e treinador, continuar exigente e termos mais confiança em nós próprios.”
Em vésperas de subir a um palco do circuito mundial em dia de final pela sétima vez na sua carreira de treinador, Marques frisa que “a exigência do circuito é muito alta e queremos estar lá em cima.” No entanto, coloca de parte a necessidade de Sousa ter de vencer amanhã a final para quebrar uma série de seis derrotas consecutivas em decisões desde que venceu em Kuala Lumpur 2013: “se o segundo título não chegar amanhã, será noutra altura.” Afinal, o que quer “é que o João continue a ter a evolução que tem vindo a ter ano após ano.”