‘El Peque’ Schwartzman é muito grande

Diego-Schwartzman R
Fotografia: Rio Open

Dois sets de desvantagem, uma montanha para escalar — um desafio à medida do pequeno grande Diego Schwartzman. Quando tudo parecia encaminhado para que o “gigante” Kevin Anderson seguisse para os quartos de final de Roland Garros, eis que o argentino mostrou a fibra de que é feito, começando, paulatinamente, a virar o duelo a seu favor.

O cenário era este (parte I): o sul-africano, 7.º do ranking, liderava por 6-1, 6-2 e 5-4, com serviço para selar o apuramento. Dotado de um portentoso golpe de saída, seria de esperar que, com maior ou menor dificuldade, acabasse por fechar ali o encontro. Schwartzman agarrou-se ao embate com todas as suas forças e não permitiu. 5-5 e um novo duelo a começar.

O cenário era este (parte II): Anderson liderava por 6-1, 6-2, 5-7 e 5-4, com serviço para fechar a contenda. Déjà vu? Mais uma vez, e escaldado por não ter conseguido corresponder no momento anterior, esperava-se que desta feita o sul-africano não vacilasse. Mas vacilou e Schwartzman, do alto do seu 1.70 metros, enviava para o outro lado da rede, para o “gigante” de mais de 2 metros, uma mensagem de perseverança, garra e crença. O resultado? 6-1, 6-2, 5-7 e 6-7(0) — Anderson “não compareceu” ao tie break.

Até que, no quinto e decisivo set, e depois de cinco (!) quebras de serviço consecutivas, foi o argentino natural de Buenos Aires a vencer o primeiro jogo de serviço, adiantado-se para 4-2. A diferença de um break mexeu e de que maneira com Anderson que o sul-africano não mais haveria de colocar o seu nome no marcador. Estava consumada a maior vitória da carreira de “El Peque”: 1-6, 2-6, 7-5, 7-6(0) e 6-2, ao cabo de 4 horas, numa batalha que terminou com… um às!

Depois de ter chegado aos quartos de final do US Open do ano passado, tornando-se assim no tenista mais baixo a chegar àquela fase de um major desde 1994, Diego Schwartzman alcança agora a glória em Roland Garros, demonstrando uma vez mais (como se fosse preciso) que os homens não se medem aos palmos.

O próximo adversário, ao que tudo indica, será Rafael Nadal. Mas para Schwartzman não há limites.

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