Meias-finais de luxo, sábado a não perder em Estugarda: depois de Lucas Pouille, Milos Raonic e Roger Federer, também Nick Kyrgios carimbou o acesso à penúltima fase daquele que é um dos primeiros torneios do ano em relva, pelo que o fim de semana promete — e muito.
Numa semana de regressos (o suíço não jogava há dois meses e meio, o australiano há dois no que ao circuito ATP diz respeito [pelo meio, ganhou em pares em Lyon e no Challenger de Surbiton] e o canadiano há um), o australiano parece estar finalmente livre de dores no cotovelo e pronto — mais do que pronto — a competir.
Que o diga Feliciano López, o finalista do último ano, que ainda conseguiu igualar a contenda mas não teve armas para o travar quando Nick Kyrgios elevou o nível de jogo. Em apenas 1h25 — e apenas porque “ali ao lado”, em ‘s-Hertogenbosch, na Holanda, Stefanos Tsitsipas e Richard Gasquet precisaram de 1h02 para concluir o primeiro set –, foi o número 24 do mundo quem venceu, por 6-4, 3-6 e 6-3.
De volta às meias-finais, algo que não acontecia há mais de cinco meses, quando arrancou a época com o título “em casa”, no torneio de Brisbane, Nick Kyrgios vai agora ter pela frente o maior desafio dos tempos modernos na relva: Roger Federer, campeão de Wimbledon em oito ocasiões.
Mais do que uma final em jogo
Se é verdade que as meias-finais são de luxo, o duelo entre o australiano e o suíço será o que reunirá mais atenções: pelo espetáculo que ambos dão, pelo historial entre os dois (os seis sets disputados foram sempre a tiebreak, registando-se uma vitória para cada lado) e porque para além da final há mais em jogo: em caso de vitória, Roger Federer garante o regresso ao primeiro lugar do ranking ATP na próxima segunda-feira.