Frederico Silva teve de se aplicar bastante para alcançar o quarto título da temporada. O pupilo de Pedro Felner passou quase 4 horas em court para sair por cima na final frente a Oriol Roca Batalla.
No final do encontro, à conversa com o Raquetc, Frederico Silva mostrou-se satisfeito com mais uma conquista, destacando a parte física e mental como fator chave para o triunfo, ele que considerou esta final o jogo mais exigente da sua carreira.
“Estou muito contente por ter alcançado este título na Tunísia. Estive várias semanas sem competir devido a lesão e um título depois deste tempo parado, deixa-me orgulhoso por ter conseguido manter-me focado, motivado durante o tempo em que não pude competir. O jogo foi fisicamente muito exigente, provavelmente o mais exigente que joguei. 4 horas, 30 ºC com vento e um piso muito lento, foi sem dúvida um jogo ganho pelo físico e pela parte mental”, considerou o tenista de 23 anos.
Frederico Silva esteve muito perto de fechar o jogo em dois sets, visto ter tido dois match points quando o seu adversário servia para se manter no encontro. No entanto, o caldense acabou por não conseguir, resolvendo a partida apenas no 3.º parcial.
“Após perder o 2.º set, tentei voltar ao jogo intenso e confiante que podia ganhar o jogo no 3.º set. Sabia que o 3.º set ia ser muito físico e mental e tentei concentrar-me de forma a que ele nunca se adiantasse muito no resultado do 3.º set”, explicou o tenista lusitano.

Quanto ao torneio no geral e os motivos que o levaram a jogar um evento deste nível, Frederico Silva admite que o objetivo passou por testar o pulso depois de ter jogado condicionado nos últimos torneios que disputou que o obrigaram posteriormente a parar durante quase 1 mês. Para o canhoto, o pulso direito respondeu com distinção.
“Sim, este torneio serviu para testar o meu pulso e estou muito contente com a forma como se comportou. Ontem joguei 2h30 e hoje 4 horas. Mesmo sem lesão, o corpo vai-se ressentir nos próximos dias e por isso vou tentar dar o máximo de descanso possível ao meu pulso. À medida que o torneio foi avançando fui ganhando confiança na esquerda e hoje acabei por fazer um jogo sem receios de bater na bola. Mesmo que não esteja a 100%, é bom sinal que tenha aguentado este torneio”, disse.
A vitória em Hammamet, além de ser a garantia que já está pronto para o próximo nível, também deu a Frederico Silva muita confiança para o próximo torneio, o Challenger de Blois, onde já tem adversário definido.
“Vou tentar ir ainda hoje para Blois. Vou jogar já na terça-feira contra um jogador que tem feito bons resultados e que tem ranking bastante melhor do que o meu. Vou dar tudo no jogo porque estou a jogar bom ténis e sei que tenho hipóteses de ganhar. Vou jogar sem pressão porque sei que não vai ser fácil preparar-me e estar fresco para o jogo. Não conheço muito do meu adversário, vou tentar impor o meu jogo e sei que tenho hipóteses de sair com a vitoria”, reconheceu o número 7 português.