Depois do susto ultrapassado frente a Benoit Paire, Roger Federer voltou a não ter tarefa nada fácil frente a Matthew Ebden (60.º). Desta vez não foi obrigado a salvar match points, mas chegou a estar perto de ter de jogar mais um terceiro set, num encontro em que o australiano serviu para tal, mas sem sucesso.
No final da partida, ainda em court, o suíço voltou a destacar a dificuldade do encontro, mas apontou melhorias face ao jogo contra o francês, como foi o caso da resposta ao serviço.
“Acho que foi mais um jogo muito complicado. Nunca tinha jogado contra ele, mas já o conhecia de treinos. Estou muito feliz por nos momentos importantes ter servido bem e acho que respondi muito bem quando o tinha de fazer”, destacou o número um mundial.
Ebden baseia o seu jogo na combinação serviço/rede, algo pouco habitual na atualidade do circuito, o que para Federer não trouxe grandes alterações à forma como encarou a partida.
“É apenas diferente. Não vemos muitos jogadores como ele no circuito. Tens de mudar um pouco a tua forma de pensar. Hoje estava um pouco mais cansado e por isso foi mais complicado ir para o passing shot quando precisava. O Matt fez-me a vida difícil, mas mérito dele por ter chegado até aqui”, elogiou.
Na luta por um lugar na final, o adversário será o norte-americano Denis Kudla (109.º), tenista que Federer considera ser “um bom jogador” e contra quem espera “mais trocas de bola em relação a hoje”.