Ferrer sem rodeios: “Agora jogo sem expectativas, pois sei que esta jornada está a acabar”

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Fotografia: Johan Lilja/SkiStar Swedish Open

A idade não perdoa e, como qualquer outro comum dos mortais, também os ídolos tenísticos de muita boa gente celebram anualmente os respetivos aniversários. É a lei da vida e uma verdade de La Palice. Não há volta a dar. E David Ferrer, que durante vários anos foi um dos melhores tenistas do mundo, aborda sem rodeios o fim da sua longa e gloriosa carreira, que está cada vez mais perto.

“Agora jogo sem expectativas, pois sei que esta jornada da minha vida está a acabar. Vou jogar este US Open como se fosse o meu último Grand Slam e, no próximo ano, jogarei alguns torneios como convidado — aqueles que eu gosto mais — e verei quando e onde é que entrarei na reforma”, afirmou o espanhol, em entrevista aos microfones da rádio Cadena SER.

Antigo número 3 mundial e finalista de Roland Garros em 2013, Ferrer revelou que gostaria de colocar um ponto final na carreira, em casa, no torneio de Barcelona ou no de Madrid, e fez um balanço desta época de 2018 que tem sido tudo menos produtiva.

“Estes últimos meses têm sido um misto de emoções. Houve Taça Davis, depois o nascimento do meu filho, fiquei em casa durante um mês, e tudo isto me fez de certa forma alguma mossa física e mentalmente. Ganhei apenas dois encontros desde a Taça Davis [em inícios de abril], mas desde o início do ano que não estou a ter os resultados esperados. Registei poucas vitórias desde Auckland [meias-finais]”, observou.

Portanto, a queda no ranking era inevitável. “Não gosto de ver o meu nome no 62.º posto, tendo em conta a minha carreira, mas também é verdade que me posso orgulhar de nunca ter sofrido uma lesão grave e ter tido sempre a oportunidade de jogar quando quis”, frisou.

Fúria e silêncio

Apesar de estar cada vez mais longe em termos de ranking e de ter somado mais derrotas do que vitórias em 2018, David Ferrer usa da sua experiência e maturidade para lidar com este momento delicado. Até porque nem sempre foi assim, tal como recordou abordando um certo episódio ocorrido em 2013.

“Sinto-me bem da forma como estou a levar as coisas neste momento; quem me dera aos 30 anos ter tido esta maturidade. Antes, quando perdia, ficava muito pior. Em 2013, venci em Buenos Aires e depois perdi na final de Acapulco, frente ao Nadal, e de seguida não passei da segunda ronda em Indian Wells, e foi um drama. A minha mulher veio para Acapulco e eu estive um dia sem lhe falar, porque estava furioso por ter perdido”.

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