Na véspera de entrar em ação na Rogers Cup, Grigor Dimitrov abordou a sua participação numa prova na qual foi semifinalista em 2014. E uma boa entrada é essencial, principalmente para tirar o amargo de boca deixado pela derrota na primeira eliminatória de Wimbledon, frente a Stan Wawrinka.
Para o búlgaro, número 5 da hierarquia, o talento é um aspeto importante, mas não decisivo quando se está a competir. “Talvez eu seja talentoso, mas o talento não é sinónimo de vitórias. Sim, ajuda, porém não ganha encontros. É possível vencer dois, três ou quatro duelos, mas se queres ser campeão de um Grand Slam ou número 1, há muitos outros aspetos que precisas de considerar”, destacou em conferência de imprensa.
A saída precoce de Wimbledon ainda está bem presente na memória de Dimitrov, que reforçou a necessidade de tirar os pontos positivos daquele encontro. “Tenho noção que foi difícil perder na primeira ronda, mas ao mesmo tempo preciso de recolher os pontos positivos dessa situação. Sei que uma das coisas mais difíceis no ténis é permanecer positivo depois de uma derrota”.
Por isso, nesta altura, o mais importante para o vencedor da edição do ano passado do Masters de Londres é mesmo regressar aos triunfos. “Cada encontro é muito importante para mim, neste momento. Não estou a pensar em ser o número 2, 3 ou 4 do ranking. Estou realmente concentrado nos aspetos que quero melhorar”, disse.
Grigor Dimitrov abre a sua campanha em Toronto frente ao vencedor do embate entre o alemão Peter Gojowczyk e o espanhol Fernando Verdasco (marcado para esta segunda-feira).