Carregadas as baterias depois de um período de descanso nas Ilhas Baleares, junto de familiares e amigos, na sequência do torneio de Wimbledon, Rafael Nadal já está totalmente focado no Masters 1000 de Toronto, sabendo que independentemente do resultado que registar na prova canadiana, chegará ao US Open na liderança do ranking.
Passo a passo, semana a semana, o maiorquino só quer pensar, por agora, no primeiro de dois torneios que vai disputar antes de rumar a Nova Iorque, onde tem a defender o título de campeão. “Creio que o que acontecer aqui ou em Cincinnati não terá grande impacto no US Open. É evidente que os bons resultados dão confiança, mas a verdade é que as condições são completamente distintas (os courts e a bola)”, apontou, na antevisão ao torneio.
Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, e jogar bem nestes eventos que antecedem o último Grand Slam da época não significa, necessariamente, ser bem-sucedido em Nova Iorque. Nadal sabe do que fala: “Sei, pela minha experiência, que se jogar bem aqui e em Cincinnati estarei mais perto de estar a bom nível no US Open. Mas no ano passado, não joguei muito bem em Montreal e ganhei o US Open“.
Aos 32 anos, Rafael Nadal ainda não pensa na reforma e destaca a maturidade inerente à idade. “A perspetiva que tenho agora da vida, com 32 anos, é diferente daquela que tinha com 18. São sentimentos diferentes. A maneira como abordo as coisas é um pouco diferente, mas ainda sou apaixonado pelo que faço. Continuo a trabalhar duro e com o espírito certo para arrecadar mais conquistas”.