No seu registo (ou estilo) habitual, Marat Safin concedeu recentemente uma entrevista ao jornal Marca onde, entre outros assuntos, abordou com algum detalhe as diferenças entre os jovens de agora (a tão famigerada NextGen) e aqueles que despontaram na sua geração, criticando duramente os da atualidade por não estarem a lutar por grandes títulos.
“Vejo o ténis bastante diferente. Pertenci a outra geração, em que não tínhamos Internet, iPad, éramos mais como uma família. Agora cada tenista tem sete treinadores, cinco assessores, quatro médicos, cinco preparadores físicos… É um pouco distinto. Os rapazes são mais introvertidos e é normal, isto não acontece só no ténis mas também em todo o lado. Antes éramos todos mais próximos e poderíamos ir apoiar muitos jogadores de diferentes nacionalidades, éramos como uma grande família”, sustentou o ex-número um mundial.
O problema mais grave, contudo, é, segundo Safin, a incapacidade que a nova geração tem de disputar as vitórias nos principais torneios do mundo. “É bastante mau para o ténis ver Nadal e Federer a continuar a ganhar Grand Slams nas suas idades. Na minha altura, se aos 17 anos não ganhavas um torneio ATP eras mau; agora, se conquistas um título aos 25 és membro da denominada NextGen. Nadal e Federer mantêm-se no topo do ranking porque os jovens que emergem são muito maus”, atirou.
Quanto à eterna questão de saber quem é o melhor de sempre entre Roger Federer e Rafael Nadal, o antigo jogador russo preferiu “chutar para canto”. “Vou com ambos porque são dois estilos totalmente diferentes. Há muita gente que gostará do guerreiro Nadal e outros preferirão a elegância de Roger. É como se compararmos [Pete] Sampras e [Andre] Agassi, mas noutro nível”, salientou o campeão do US Open 2000 e Australian Open 2005.