Rei da terra batida voltou em força no Principado do Mónaco

Tenisticamente falando, o Court Rainier III é a sala de estar de Rafael Nadal e o Country Club de Monte Carlo a sua segunda casa (a primeira é Roland Garros). Ora, esta sexta-feira, o oito vezes campeão do torneio monegasco partilhou a sua sala de estar com Stan Wawrinka, que também sabe o que é vencer em Monte Carlo (2014), mas desde cedo se percebeu que a cimeira hispano-suíça, para mal de Wawrinka, estava condenada à nascença.

A história do jogo, o sexto entre ambos em terra batida, não oferece grande emoção, porque o suíço “não compareceu” em campo para jogar o ténis que nos habitou (lembram-se do Wawrinka da última edição de Roland Garros? O de hoje envergonhou-o). Não obstante a evidente subida de forma de Nadal, a verdade é que o número 4 do Mundo esteve irreconhecível a todos os níveis, o que permitiu ao antigo líder do ranking triunfar com 6-1 6-4, em apenas 1h17.

“É um torneio difícil. Ontem derrotei o Thiem e hoje o campeão de Roland Garros. O Murray está sempre pronto para jogar seja qual for a superfície”, comentou Rafael Nadal, após assinar a 16.ª vitória da carreira frente a Wawrinka (quinta no pó de tijolo). A primeira meia-final da edição de 2016 do Monte Carlo Rolex Masters não começa antes das 12h deste sábado.

Igualmente sem grande história para relatar foi o duelo que colocou frente a frente Andy Murray e Milos Raonic. O britânico, que paulatinamente vai elevando o seu nível de jogo, deu uma demonstração de força (6-2 6-0) ante o talentoso tenista canadiano, que viu escancarada a porta de saída ao cabo de apenas 66 minutos, num encontro onde, pasme-se, Raonic ficou a zeros no capítulo dos ases (Murray arremessou quatro). Esta é a terceira vez na carreira que o segundo melhor tenista do Mundo alcança o top-4 do histórico torneio de Monte Carlo (2009, 2011 e 2016).

Para contrariar a tendência até então estabelecida na jornada desta sexta-feira, o embate entre Roger Federer e Jo-Wilfried Tsonga desembocou numa terceira partida. O suíço começou melhor, o francês ripostou mas, no derradeiro set, um break à passagem do décimo primeiro jogo aniquilou as esperanças de Federer se manter na luta por um título que ainda não faz parte do seu vastíssimo palmarés (foi finalista em 2006, 2007, 2008 e 2014). Números finais de 3-6 6-2 7-5 favoráveis a Tsonga permitem ao francês ascender ao sétimo posto da hierarquia na próxima semana e somar a primeira vitória em Monte Carlo frente a um tenista do top-10, ao cabo de quatro encontros.

[vencedor do torneio] Para mim, o Rafael Nadal é o favorito neste momento”, salientou Federer, que se mostrou satisfeito com o seu desempenho esta semana e deixou em aberto a possibilidade de rumar a Madrid para disputar o Masters 1000 local: “Decidirei nos próximos dez dias. Irei tomar a decisão em conjunto com a minha equipa, mas estou pronto para regressar aos treinos já amanhã [sábado], disse.

A fechar a jornada teve lugar o duelo menos mediático dos quartos de final, com o espetacular Gael Monfils a colocar um ponto final no sonho do lucky loser Marcel Granollers, parciais de 6-2 6-4, ele que não derrotava o espanhol desde 2009 (daí para cá Granollers contabilizou três triunfos consecutivos). “La Monf” e Jo-Wilfried Tsonga, o Muhammad Ali do ténis, medem forças não antes das 14h30 de amanhã, sendo que está desde já garantida representação francesa no derradeiro encontro de domingo, algo que já não acontecia desde 2000 (Cédric Pioline).

Total
0
Shares
Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Total
0
Share