Não foi tão fácil quanto se poderia pensar, mas João Sousa conseguiu recuperar da desvantagem de um set a zero para se estrear com uma vitória na fase de qualificação do Masters 1000 de Paris e ficar a um triunfo do quadro principal.
Quinto pré-designado do qualifying do derradeiro torneio da categoria do ano, o pupilo de Frederico Marques até poderia ter arrumado a questão de forma mais tranquila mas um deslize de concentração permitiu ao wild card francês Gregoire Barrere adiantar-se no marcador, o que acabou por não ter influência no marcador dada a recuperação bem conseguida cifrada nos parciais de 6-7(2), 6-0 e 6-2 em uma hora e 45 minutos.
O número um português e 48.º da classificação mundial até começou muito bem o encontro ao obter dois breaks nos dois primeiros jogos de serviço do seu opositor, apesar de ter sido também ele quebrado por uma ocasião. Porém, o vimaranense não conseguiu segurar essa vantagem no momento em que servia para a vitória no primeiro parcial e tal custou caro, uma vez que a partida inaugural desembocaria num tiebreak em que Barrere dominou as operações por completo.
Porém, e como lhe é característico, Sousa não desistiu de todo de lutar pelo embate e, muito mais confiante e sólido nas suas incursões, teve o mérito de dar a volta com mestria a um duelo que se revelou traiçoeiro e arrasar de modo esclarecedor o número 143 mundial nos dois sets seguintes, não lhe dando quaisquer hipóteses de sequer esboçar uma tentativa de reação.
Dado o primeiro passo na direção da passagem ao quadro principal em Paris-Bercy, João Sousa tem agora apenas um tenista a separá-lo desse objetivo: o norte-americano Tennys Sandgren, que é o 12.º favorito da fase prévia da prova gaulesa e surge esta semana no 61.º lugar do ranking (já foi 47.º na presente temporada).